Como bons ouvintes realmente se comportam



Provavelmente você acha que é um bom ouvinte. A avaliação que as pessoas fazem da sua habilidade de ouvir é bem parecida com a que fazem da sua habilidade de dirigir, na qual a maioria dos adultos acha que está acima da média.

Nossa experiência revela que a maioria das pessoas acredita que ouvir bem significa fazer três coisas:

• Não falar enquanto os outros estão falando


• Demonstrar que está escutando por meio de expressões faciais e sons como “mmm-hmm”

• Ser capaz de repetir aquilo que foi dito, praticamente palavra por palavra


Na verdade, muitos conselhos de gestão sobre ouvir sugerem exatamente essas coisas – encorajam os ouvintes a permanecer calados, a fazer sinal de sim com a cabeça e encorajadores “mmm-hmms” e a repetir alguma coisa como: “Então, deixe-me ter certeza que entendi. Você está dizendo que…” Contudo, pesquisas recentes sugerem que esses comportamentos são insuficientes para descrever os atributos de um bom ouvinte.

Analisamos dados sobre o comportamento de 3.492 participantes em um programa de desenvolvimento formulado para ajudar gestores a tornarem-se melhores coaches. Como parte desse programa, as habilidades de coaching foram analisadas em avaliações 360 graus. Identificamos aqueles que eram considerados como os melhores ouvintes (os top 5%). Depois, comparamos os melhores ouvintes com a média de todas as outras pessoas no banco de dados e identificamos os 20 itens que mostravam as mais significativas diferenças. Em posse desses resultados, identificamos as diferenças entre os melhores e médios ouvintes e analisamos os dados para determinar quais características seus colegas identificaram como comportamentos que os destacavam como ouvintes notáveis.

Chegamos a conclusões surpreendentes, além das qualidades que já esperávamos ouvir. Agrupamos em quatro principais descobertas:

• Saber ouvir vai bem mais além do que ficar em silêncio enquanto o outro fala. Ao contrário, as pessoas consideram os melhores ouvintes aqueles que, de tempos em tempos, fazem perguntas estimulando descobertas e insights. Essas perguntas desafiam de modo sutil velhas opiniões, mas o fazem de maneira construtiva. Ficar sentado fazendo sim com a cabeça não prova que a pessoa está ouvindo. Porém, se ela fizer uma boa pergunta, o falante saberá que o ouvinte não apenas escutou aquilo que foi dito, mas que entendeu bem o suficiente para querer mais informação. Saber ouvir era constantemente visto como um diálogo de mão dupla, ao invés de uma interação de via única com “falante versus ouvinte”. As melhores conversas eram ativas.

• Saber ouvir inclui interações que desenvolvem a autoestima de uma pessoa. Os melhores ouvintes faziam das conversas uma experiência positiva para a outra parte, o que não acontece quando o ouvinte é passivo ou crítico. Bons ouvintes fizeram a outra pessoa sentir-se amparada e demonstrar confiança no outro. Saber ouvir foi caracterizado pela criação de um ambiente seguro no qual problemas e diferenças puderam ser discutidos livremente.

• Um bom ouvinte faz uma conversa ser colaborativa. Durante essas interações, os feedbacksforam dados tranquilamente em ambas direções sem que nenhuma parte ficasse na defensiva sobre os comentários que eram feitos pela outra parte. Por outro lado, os maus ouvintes eram competitivos – escutavam apenas com o propósito de identificar erros de raciocínio e lógica, usando o silêncio como uma chance para preparar a próxima pergunta. Isso pode fazer de você um excelente orador, mas não o torna um bom ouvinte. Este pode contestar ideias e discordar, mas de modo a ajudar o falante e não para ganhar uma discussão.

• Os bons ouvintes costumam fazer sugestões. Com certeza, souberam dar feedbacks que foram aceitos e abriram caminhos alternativos para reflexão. De certa maneira, essa descoberta nos surpreendeu, pois diversas vezes escutamos reclamações como “fulano de tal não deu ouvidos, simplesmente entrou na conversa e tentou resolver o problema”. Talvez os dados estejam mostrando que fazer sugestões não é o problema, mas sim o jeito de fazê-las. Outra possibilidade é que estamos mais abertos a aceitar sugestões de pessoas que já consideramos bons ouvintes. (Alguém que fica em silêncio o tempo todo e que quando entra na conversa faz uma sugestão não deve ser digno de crédito. Alguém que parece ser agressivo ou crítico, mas tenta dar um conselho não deve ser confiável.)
Muitos de nós achávamos que um bom ouvinte era como uma esponja que absorve exatamente o que a outra pessoa está dizendo. Contudo, essas descobertas revelam que um bom ouvinte é como um trampolim. São pessoas que impulsionam suas ideias – e, ao contrário de absorver suas ideias e energia, dão amplitude, disposição e clareza aos seus pensamentos. Fazem você se sentir melhor não porque estão simplesmente absorvendo de forma passiva, mas porque o estão amparando ativamente. Isso possibilita que você ganhe energia e altura, como se estivesse pulando em um trampolim.

Claro, há diferentes níveis de ouvintes. Nem toda conversa exige que os ouvintes estejam nos mais elevados níveis, mas muitas conversas seriam melhores se houvesse maior foco e capacidade de ouvir. Qual nível você gostaria de alcançar?

Nível 1: O ouvinte cria um ambiente seguro no qual assuntos difíceis, complexos ou sensíveis podem ser discutidos.

Nível 2: O ouvinte deixa de lado distrações, como telefones e laptops, concentrando sua atenção na outra pessoa e mantendo um bom contato visual. (Esse comportamento afeta não só a imagem do ouvinte, mas de imediato influencia a própria atitude do ouvinte e sentimentos íntimos dele. Desempenhar o papel altera o modo como se sente por dentro. E isso o torna um ouvinte melhor.)

Nível 3: O ouvinte busca entender a essência daquilo que a outra pessoa está dizendo. Ele pega as ideias, faz perguntas e reformula assuntos para confirmar se o seu entendimento está correto.

Nível 4: O ouvinte percebe sinais não verbais, como expressões faciais, transpiração, respiração, gestos, postura e vários outros discretos sinais de linguagem corporal. Estima-se que 80% da comunicação venha desses sinais. Pode parecer estranho para alguns, mas escutamos tanto com os olhos quanto com os ouvidos.

Nível 5: O ouvinte entende cada vez mais as emoções e os sentimentos da outra pessoa sobre o assunto em questão, identificando-os e reconhecendo-os. O ouvinte compartilha e respeita esses sentimentos, sendo solidário e sem fazer julgamentos.

Nível 6: O ouvinte faz perguntas para esclarecer as opiniões expostas pela pessoa e a ajuda a tecer considerações sob outro enfoque. O ouvinte pode introduzir novos pensamentos e ideias sobre o assunto que podem ser úteis para a outra pessoa. Contudo, um bom ouvinte jamais domina a conversa para que ele ou o seu assunto sejam o centro da atenção.

Cada um dos níveis desenvolve-se a partir dos outros. Portanto, se você foi criticado, por exemplo, por oferecer uma solução em vez de apenas ouvir, isso significa que é preciso prestar atenção aos outros níveis (como deixar de lado distrações ou compartilhar sentimentos) antes que as suas sugestões sejam bem-recebidas.

Pensamos que quando somos bons ouvintes, somos mais propensos a nos controlar ao invés de ir longe demais. Esperamos que essa pesquisa traga uma nova perspectiva sobre saber ouvir. E que aqueles que se acham superiores acerca de suas habilidades como ouvintes vejam como realmente se comportam. Também esperamos que se enfraqueça o senso comum de que saber ouvir é principalmente saber agir como uma esponja absorvente. Por fim, esperamos que todos percebam que a melhor forma de ouvir o outro é fazer o mesmo papel que um trampolim faz para uma criança. Dar energia, rapidez, altura e amplitude. Essas são as marcas de um excelente ouvinte.


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Jack Zenger é CEO da consultoria Zenger Folkman, especializada em desenvolvimento de lideranças. É coautor do artigo “Como se tornar indispensável” da edição de outubro de 2011 da HBR e do livroSpeed: how leaders accelerate successful execution (McGraw Hill, 2016).
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Joseph Folkman é presidente da consultoria Zenger Folkman, especializada em desenvolvimento de lideranças. É coautor do artigo “Como se tornar indispensável” da edição de outubro de 2011 da HBR e do livro Speed: how leaders accelerate successful execution (McGraw Hill, 2016).
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Tradutora: Laura Fabri da Conceição

Fica mais difícil sentir empatia pelas pessoas se você já passou pela mesma situação



Imagine que você acabou de se tornar pai. Exausto e sobrecarregado, seu desempenho no trabalho não é dos melhores. Você deseja, desesperadamente, trabalhar de casa por meio período para dar mais atenção à sua família. Uma de suas supervisoras teve filhos enquanto subia na carreira, já a outra, não. Qual delas tem mais chance de conceder o seu pedido?

A maioria das pessoas diria que a supervisora com filhos seria a escolha óbvia, partindo do pressuposto que experiências similares geram empatia. Afinal, ela já “passou por isso” e, portanto, tende a compreender a situação.

Nossa pesquisa recente indica que esse pressuposto, muitas vezes, não é válido.

Em diversos estudos recentes, constatou-se que pessoas que encararam desafios no passado (como divórcio, ou uma rejeição face a uma possibilidade de promoção) tendem a ter menos compaixão por quem passa por problemas similares, se comparadas a pessoas sem históricos parecidos com aqueles tipos de situações.

No primeiro estudo, entrevistamos pessoas participando do polar plunge – evento envolvendo um salto no congelante lago Michigan, em março. Todos os participantes leram uma história sobre um homem chamado Pat, que pretendia fazer o salto, mas desistiu e abandonou o evento na última hora. Parte dos participantes leu a história antes de saltar. A outra parte leu uma semana depois do salto. O estudo mostrou que as pessoas que completaram o desafio sentiam menos compaixão e mais desdém em relação a Pat do que quem não havia passado pelo salto ainda.

Em outro estudo, analisou-se o sentimento de compaixão por quem está desempregado. Mais de 200 pessoas leram a história sobre um homem que, por mais que tentasse, não conseguia achar um emprego. Batalhando para conseguir pagar as contas, o homem decide vender drogas para ganhar dinheiro. O resultado? As pessoas que superaram um período de desemprego no passado sentiam menos compaixão e julgavam mais o homem. Já os participantes desempregados naquele momento e os que nunca enfrentaram dificuldades com desemprego demonstraram mais compaixão.

Um terceiro estudo focou na compaixão em relação aos adolescentes que sofreram bullying. Os participantes foram informados sobre um jovem que conseguia lidar com a situação e sobre outro que não foi capaz de suportar aquilo, demonstrando uma reação violenta. Se comparados aos participantes que nunca sofreram bullying, os que haviam vivenciado o abuso no passado demonstraram mais compaixão pelo adolescente que não demonstrou violência. Já quanto ao jovem que não soube lidar com a agressão, eles demonstraram menos compaixão, corroborando com os outros estudos.

Se analisados todos esses resultados, os estudos indicam que as pessoas que passaram por dificuldades tendem a culpar quem luta para suportar situações similares.

Mas por que isso acontece? Acreditamos que esse fenômeno decorre de duas verdades psicológicas.

Primeiro, porque as pessoas costumam ter dificuldade de se lembrar do quão sofrida foi uma experiência adversa passada. Ainda que possamos nos recordar de uma experiência dolorosa, estressante ou emocionalmente desgastante, tendemos a subestimar o sofrimento sentido naquele momento passado. Isso é chamado de “empathy gap” (lacuna da empatia).

Segundo, porque quem passou por uma experiência adversa e foi capaz de superá-la pode tornar-se muito confiante sobre a compreensão da dificuldade que passou. A combinação de “Eu não me lembro do quão difícil foi” e “Sei que pude superar” cria uma percepção de que o ocorrido pode ser facilmente contornado, reduzindo o sentimento de empatia em relação às outras pessoas passando pelas mesmas dificuldades.

Essas descobertas parecem contradizer nossa intuição. Por exemplo, quando se perguntou aos participantes quem eles acreditavam que demonstraria mais compaixão pelo adolescente que sofreubullying – um professor que vivenciou aquilo ou um que nunca passou pela experiência – um número impressionante de 99 participantes, de um total de 112, escolheram o primeiro professor. Isso mostra que muitas pessoas instintivamente esperam empatia de quem é menos propenso a demonstrá-la.

Isso tudo claramente afeta a comunicação entre colegas de trabalho (seja muito cuidadoso ao escolher seu confidente). Já os programas de mentoring, em que as pessoas costumam ser agrupadas com base em histórico e experiências afins, talvez precisem ser reavaliados. Mas há, também, uma lição valiosa para os líderes. Quando abordados por funcionários que estão passando por problemas, os líderes talvez pensem que sua reação emocional ao episódio deva guiar suas atitudes. Por exemplo, uma executiva que conseguiu superar o “glass ceiling” (teto de vidro), provavelmente vai focar em seu próprio sucesso ao receber reclamações de discriminação de uma funcionária. Da mesma forma, os gestores em mercados com intenso ritmo de trabalho, como consultoria e bancos, possivelmente vão pensar, “eu tive que trabalhar muito, então não há do que reclamar”, frente a um funcionário exausto e passando por burnout, ou esgotamento profissional. (Inclusive, existem evidências de que esse mecanismo está em ação quando colaboradores mais velhos se mostram resistentes às mudanças que visam diminuir o ritmo de trabalho.)

Em outras palavras, os líderes precisam sair de sua bolha – enfatizando menos, e não mais, seus próprios desafios pregressos. Para preencher a lacuna da empatia, eles terão mais sucesso se prestarem atenção em como a outra pessoa parece estar chateada, ou se lembrarem que muitos outros passam pelo mesmo problema. Voltando ao primeiro exemplo, o superior abordado por um funcionário exausto que acabou de se tornar pai poderia pensar em quantos outros pais e mães têm grande dificuldade de equilibrar a vida profissional e pessoal, e que acabam, no fim das contas, sendo afastados de seu trabalho.
Ao tentar encorajar alguém a ser mais empático, costumamos falar coisas como “coloque-se no lugar dele”. Acontece que essa pode ser a coisa mais errada a se dizer a quem, de fato, já esteve naquele lugar.


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Rachel Ruttan é estudante de doutorado na Kellogg School of Management.
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Mary-Hunter McDonnell é professora assistente de Administração na Wharton School.
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Loran Nordgren é professor associado de administração e empresas na Kellogg School of Management.
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Tradutora: Laura Klein Toledo Silva

TV Cultura explica o que é a biblioterapia e como ela funciona

O professor de Medicina Dante Gallian e Galeno Amorim, do Blog do Galeno, debatem na TV porque os livros curam e humanizam seus leitores. Assista na íntegra! 



Fonte: https://bit.ly/2xeHDBe

Nova política de leitura e escrita vai para sanção presidencial


A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, esta semana, em Brasília, o parecer da relatora Maria do Rosário (PT-RS) ao projeto de Lei que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNL), proposta pela hoje senadora Fátima Bezerra (PT-RN). A matéria, que já passou por todas as comissões no Congresso, agora segue para a sanção presidencial, caso não haja nenhum recurso para o plenário.

"Ela será uma ferramenta de incentivo para expansão das bibliotecas e contribuirá para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e cidadã”, avaliou a senadora, ao comentar a decisão. Para a deputada federal Maria do Rosário, o maior objetivo da nova lei será procurar reduzir as desigualdades de acesso à leitura hoje existentes. O pedido para proposição do projeto partiu, na época, do Conselho Diretivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e da então Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, do Ministério da Cultura.

Assim que houver a sanção presidencial, a atual secretária-executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura, Renata Costa, pretende desenvolver ações para apoiar a criação de novos planos nos estados e municípios. 

A aprovação da medida, na opinião do consultor de políticas públicas do livro e leitura Felipe Lindoso, é um sinal do engajamento de vários parlamentares com a questão. Ele crê, contudo, que os efeitos se darão mais no campo das ideias: "Poderá provocar resultados, digamos, motivacionais, no panorama de incentivo à leitura e à escrita no país", afirma ele. "Por isso, parabéns a todos e também a seus idealizadores", acrescenta.

Isso porque, "sem criar instrumentos e mecanismos explícitos para sua execução – ou seja, para efetivamente aplicar uma política pública na área - coloca-se a lei, que, certamente, será promulgada, e com fanfarra, pelo presidente usurpador, na categoria das leis ´para inglês ver´", diz Lindoso, ao lembrar que parlamentares estão constitucionalmente impedidos de apresentar projetos que criem órgãos e estabeleçam compromissos financeiros do Executivo. Só podem apresentar, na discussão da Lei Orçamentária, observa, emendas destinando recursos para órgãos, instituições e programas existentes, mas não criar nenhum. "Essa castração da prerrogativa legislativa é antiga, e até hoje não faz parte da pauta de ninguém eliminá-la", critica ele.


Maior livraria flutuante do mundo leva esperança a portos da América Latina

Navio de organização sem fins lucrativos tem como objetivo fornecer 'conhecimento, ajuda e esperança' a cada local que visita.


 Foto do Logos Hope, navio com a maior biblioteca flutuante do mundo

Dar a volta na América Latina é um dos objetivos do navio "Logos Hope", que abriga a maior livraria flutuante do mundo e que chegou na semana passada ao porto de Veracruz, um dos quatro que visitará no México em quatro meses de estadia.

A outra meta do navio, que pertence à GBA Ships, organização sem fins lucrativos registrada na Alemanha, é continuar fornecendo "conhecimento, ajuda e esperança" em cada local que visita.

Porque, além do conhecimento que disponibiliza através dos livros, a embarcação conta com sua própria sala de concertos, um centro de conferências e inclusive seu próprio teatro, serviços que oferece às comunidades às quais chega.

"Durante quatro meses estaremos visitando quatro portos do México. Depois de Veracruz (no estado homônimo) iremos a Tampico (Tamaulipas), depois a Coatzacoalcos (novamente Veracruz) e finalmente a Progreso (Yucatán)", explicou Pavel Martínez, oficial de relações midiáticas do navio, à Agência Efe.

"Posteriormente, desceremos à América Central, começando pelo Panamá. A ideia é dar a volta na América Latina para levar ajuda", acrescentou Martínez.

Essa ajuda é uma parte importante do "Logos Hope" e acontece fora da embarcação.

Logos Hope tem maior livraria flutante do mundo e tem como meta continuar fornecendo 'conhecimento, ajuda e esperança' a cada local que visita


O representante relatou que todos os dias uma parte da tripulação viaja para diferentes pontos da cidade onde o navio atraca e inclusive a cidades próximas para oferecer ajuda prática e gratuita, que vai desde a distribuição de livros até doações diversas.

"Doamos livros para escolas, orfanatos inclusive para prisões. Também participamos de trabalhos de construção e reconstrução de obras públicas como escolas, hospitais e centros esportivos, e fazemos doações de filtros de água, lentes para pessoas da terceira idade e ajuda médica. A ideia é beneficiar pessoas que não podem nos visitar", destacou.

"E embora não possamos mudar todo o mundo com este tipo de ações, para alguns mudamos tudo e isso é o que nos dá satisfação: saber que pelo menos para algumas pessoas podemos fazer a diferença", declarou Martínez.

O navio, de 132 metros de comprimento, conta com 400 voluntários de 65 nações, que põem à disposição do público mais de cinco mil títulos.

Para muitos dos visitantes, o "Logos Hope" é a primeira oportunidade que têm de comprar literatura de boa qualidade a custos "muito abaixo" dos que encontrariam em uma livraria "normal".

"Foi uma experiência incrível. Eu vinha para ficar um ano, mas já não me deixam sair. Tem que deixar tudo, sair da zona de conforto e seguir em frente, ter fé que algo melhor virá por ajudar o próximo", comentou a voluntária mexicana Karla Guzmán, de 30 anos e que já está há dois anos e meio trabalhando no navio.

Segundo números do "Logos Hope", mais de 46 milhões de pessoas em mais de 150 países caminharam pelos corredores da embarcação para visitar esta espécie de feira do livro flutuante.
O navio, que permanecerá em Veracruz até 22 de abril, iniciou sua excursão pela América Latina no dia 30 de janeiro em Cartagena, na Colômbia.

A livraria flutuante será palco de duas peças de teatro, concertos e um evento especial para comemorar o 499º aniversário da fundação do Porto de Veracruz.

João Cezar de Castro Rocha: “Literatura não é transmissão de conteúdo”

Premiado no Brasil e com uma trajetória acadêmica impecável lá fora, o presidente da Associação Brasileira de Literatura Comparada (Abralic) diz que não dá fugir desse chavão: “Não seremos nunca uma nação de cidadãos plenos enquanto não constituirmos um país de leitores.!"


O modo com que o ensino da Literatura é tratado no Ensino Médio é, frequentemente, apontado como um dos grandes responsáveis por afastar os jovens brasileiros da leitura de livros literários. Qual é o caminho das pedras, na sua opinião?

R) Na verdade, o problema da Literatura no Ensino Médio não é exclusivo, porém um sintoma de um problema mais geral – eis a hipótese que proponho para nosso diálogo. Em outras palavras, a forma de ensino é anacrônica, pois parece excessivamente centrada na transmissão de conteúdos determinados; que muitas vezes são conteúdos definidos pelo programa de futuros vestibulares ou concursos. Assim, o ensino torna-se uma função paradoxalmente voltada para uma prática exterior à atividade pedagógica. No caso da Literatura, essa forma anacrônica de ensino revela sua face menos favorável, e explicarei em que medida o ensino atual tende a um anacronismo responsável pelo seu insucesso. Vejamos. Ora, se em disciplinas como, por exemplo, História, Biologia, Química, Geografia e Matemática, é possível imaginar um conteúdo mínimo, digamos, “fixo” e, sobretudo, razoavelmente “consensual”, o mesmo dificilmente pode ser dito em relação à Literatura. A razão é simples, mas decisiva: o texto literário, por definição, resiste à fixidez de sentidos e à determinação de um conteúdo indiferente à recepção; pelo contrário, a experiência literária é múltipla e reitera o provérbio: cada cabeça, uma sentença; cada leitura, uma interpretação. Dessa hipótese derivo uma proposta, qual seja, no Ensino Médio a Literatura, denominação sisuda, engravatada, deveria ser pensada como uma experiência literária, vale dizer, vivência lúdica, reconhecimento pleno da narrativa como um jogo propriamente interativo.
                 
Porque, afinal, a literatura se faz tão necessária em cada um dos níveis de ensino na educação brasileira?

R) Eis uma pergunta difícil – e, como toda questão complexa, decisiva. Esboço uma resposta arriscando outra hipótese. O universo digital, ninguém ignora, produziu – e, como se trata de um processo em curso, segue produzindo – transformações cognitivas consideráveis, especialmente entre os mais jovens, ou seja, as alunas e os alunos do Ensino Médio! Ora, hoje, todo jovem com acesso ao mundo novo das redes sociais já chega à escola com certas funções altamente desenvolvidas. Pensemos em algumas: facilidade de encontrar informações em plataformas as mais diversas; habilidade de lidar simultaneamente com fontes múltiplas; intensidade na assimilação de dados; capacidade associativa muito próxima à estrutura do hyperlink; disponibilidade (lúdica) para os atos de leitura e de escrita. Nesse horizonte – e veja que não pretendo ser exaustivo! – salta aos olhos o anacronismo, ingênuo, de uma pedagogia que ainda se baseie na transmissão de um conteúdo determinado e em boa medida estável. Mas nem tudo são apenas traços, digamos, “positivos”, pois, como os apocalípticos não se cansam de reiterar, as mesmas funções que assinalei possuem um lado, por assim dizer, “obscuro”. Aí se encontram a superficialidade na assimilação de dados, a virtual impossibilidade de concentração num único tópico, a dificuldade de resistir à simultaneidade como tempo único da interação social e a ansiedade na obtenção de respostas e resultados imediatos. Hora de arriscar minha hipótese. Vamos lá. Compreendida como experiência literária, portanto, resgatando o caráter lúdico e interativo que se encontra na origem do ato narrativo, o ensino de Literatura possui um potencial que, salvo engano, ainda não foi devidamente explorado. Esse tema leva longe... Por ora, limito-me a recordar um traço indissociável da experiência literária, isto é, o ato de leitura de textos literários demanda a vivência de um tempo próprio, irredutível à simultaneidade da interação imediata propiciada pelo universo das redes sociais. Esse tempo outro, se não for dissociado de seu caráter lúdico e interativo, talvez seja a forma mais incisiva e contemporânea de superar a ideia do ensino como transmissão de conteúdo.

O MEC acaba de anunciar uma padronização dos formatos dos livros de literatura que promete voltar a comprar a partir de 2019. Isso é realmente um problema?

R) Seria fácil criticar a medida, pois, sem dúvida, tal iniciativa incide no equívoco, anacrônico, de reduzir o ensino exclusivamente à transmissão de conteúdo. Mas tal crítica não pode ignorar um fato elementar da ordem da administração pública, qual seja, a fim de lançar mão de recursos públicos é indispensável especificar, em edital, uma padronização mínima. Reconhecendo esse dado concreto, vale a pena ressalvar que a compreensão da potência da experiência literária não foi adequadamente explorada – e não apenas neste atual governo. O mais importante, no entanto, é que a padronização não seja dominada por critérios exclusivamente de conteúdo.

Para onde caminham nossas políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas?

R) As políticas públicas no Brasil – e não apenas as relativas ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas – infelizmente sofrem de um mal crônico: a falta de continuidade. Se, no plano político, tal prática leva por vezes a uma paralisia da administração, e certamente a um lamentável desperdício de recursos, no plano da cultura ela possui efeitos devastadores. Não seremos nunca uma nação de cidadãos plenos enquanto não constituirmos um país de leitores. A frase é um lugar-comum, reconheço, mas, aqui, no sentido clássico, isto é, deveria ser parte do repertório coletivo.

Professor desempregado leva literatura a crianças carentes de Aracaju


A calçada de uma residência localizada em uma rua sem pavimentação, no Bairro 17 de Março em Aracaju, é o local escolhido por um professor desempregado para ensinar literatura às crianças de um dos bairros mais carente da capital de Sergipe.

A sala de aula improvisada funciona uma vez por semana. Na falta de cadeiras, as crianças acomodam-se no chão e vencem o que seria a primeira barreira para se aproximarem dos livros. Depois, desvendam o conteúdo literário trazidos em uma sacola pelo professor Luiz Carlos. Quando não está em uso, o material de apoio fica exposto em um varal à espera do próximo interessado.

O trabalho voluntário começou em de novembro de 2017, depois que Luiz Carlos participou de um workshop literário. Desde o início do projeto, 12 crianças participam das atividades e enquanto os pais estão trabalhando. “Educação é o meio de transformação sócio- cultural para a vida de cada uma dessas crianças levando respeito, dignidade, conhecimento e independência financeira", diz com o sorriso no rosto.

A escritora e coordenadora do Projeto Lê Campo/SE, Jeane Caldas, conheceu o trabalho do professor, e se apaixonou pela causa. “Ele sempre fez este trabalho, mas agora as ações de leitura foram intensificadas, porque conseguimos que fizesse parte do projeto Rede Ler e Compartilhar e Eu Leio, que fazem parte do programa nacional de incentivo à leitura. O programa disponibiliza sacolas circulantes com 30 livros e oferece formação continuada para os professores e mediadores de leitura, mas não paga nada por esse trabalho. Entrei na parceria por meio da Secretaria de Estado de Educação”, conta.

Não é sempre, mas quando pode o professor retira dinheiro do próprio bolso e compra lanches para a criançada. Uma forma de incentivar a permanência dos alunos e atrair outros meninos e meninas.

Combate à deficiência na leitura

O trabalho do sergipano serve de combate à deficiência da leitura ainda no início da vida escolar, como aponta a Avaliação Nacional de Alfabetização, do Ministério da Educação e Cultura (MEC). O estudo revela que mais da metade dos alunos do terceito ano do ensino fundamental não consegue nota mínima em matérias básicas. No ano de 2014, a insuficiência em leitura era de 56,17% entre os alunos. Dois anos depois o número teve uma pequena queda, 54,73%.

“Quero ver a melhoria do bairro em que moro e dessas crianças, que muitas vezes vão à escola e não conseguem aprender o conteúdo. O que eu faço é com amor, com carinho e sou muito respeitado por elas, que serão os futuros homens e mulheres da nossa cidade. A maior recompensa é o prazer de contar histórias e contribuir no processo de alfabetização dessas crianças”, conta Luiz Carlos.

Brilho no olhar

Quando o professor inicia a história, os olhos da criançada parecem brilhar e ganham a companhia de sorrisos e gargalhadas. Nem mesmo o movimento das ruas tira a concentração dos pequenos leitores. Sinal de que estão envolvidos pelas histórias.

“O que mais gosto é de ler e aprender com as histórias que ele nos conta. O professor é muito bom e trata a gente bem. Tio Luiz Carlos é muito legal comigo e com meus colegas do projeto”, afirma Jaycha Rively, de 9 anos.
A menina é filha da vendedora Mara Lúcia de Paula, que também se mostra feliz com o desprendimento do professor e vizinho de bairro. “O que ele faz é louvável e ajuda a construir o futuro dos nossos filhos, sem cobrar nada. É um grande exemplo pra nossa comunidade e para o Brasil”, diz agradecida.




A batalha do mestre

Luiz Carlos nasceu no município de Malhada dos Bois e foi criado em Cedro de São João, ambos na Região do Baixo São Francisco de Sergipe. Filho de pais separados, ele é o mais velho entre nove irmãos, o único com nível superior, conquistado no ano de 2012 após cursar Letras/Português em uma universidade particular na capital.

“Concluí a graduação com muita dificuldade financeira, pois estava desempregado. Tive a ajuda de familiares e principalmente de uma ex-diretora da instituição, que me ajudou bastante nesta fase da minha vida”, relembra.
Luiz Carlos já trabalhou em escolas particulares, em programas do governo e atualmente sobrevive dando aulas de reforço em casa, além de fazer 'bicos' auxiliando outros professores em projetos educacionais. No mês passado, tudo isso rendeu a ele pouco mais de R$ 200. “É assim que consigo pagar as contas da casa, comprar roupas e alimentos. Deus é quem dá a força pra gente superar todas as dificuldades que a vida nos oferece”, afirma.

Sempre atento aos apelos da comunidade, ele tem como meta fazer um trabalho mais intenso com os jovens e adultos que passam o dia trabalhando e ainda não são alfabetizados.

Fonte: http://bit.ly/2FTPY1g


Professores e bibliotecários também sonham com os clubes de leitura


Seis em cada dez professores e bibliotecários brasileiros gostariam de poder participar de algum clube de leitura em que pudessem falar sobre os livros que acabaram de ler – e outros três afirmam se tivessem tempo e oportunidade talvez também participassem. Esse é um dos resultados da pesquisa Clubes de Leitura Entre Professores e Bibliotecários no Brasil, realizada pela Fundação Observatório do Livro e da Leitura.

O estudo mostra que mais de dois terços dos professores e bibliotecários, que são os principais formadores de novos leitores, nunca estiveram, pessoalmente, em algum clube de leitura. No entanto, 98% deles adorariam poder conversar sobre suas próprias leituras com outras pessoas. Contudo, apenas 34,6% deles afirmam que raramente têm oportunidade de fazer isso.

A pesquisa, que ouviu 355 profissionais ligados à área da leitura em todos os estados (69,9% são mulheres, com presença mais acentuada entre 30 e 60 anos de idade), constatou, ainda, que 48,9% dos entrevistados leem entre uma e duas horas por dia, e que 34,2% permanecem com os livros abertos nas mãos entre duas e três horas diárias. Os romances são os preferidos, seguidos pelos Contos e os títulos relacionados às suas atividades profissionais. Gêneros como Crônica, Biografia e Literatura.



As livrarias físicas continuam a ser a principal fonte de abastecimento para professores e bibliotecários: 84,8% compram seus livros por esse canal. Mas pelo menos sete em cada deles já fazem suas compras de livros pela internet. Também chama a atenção a quantidade de profissionais da área (47,6%) que baixam, gratuitamente, livros digitais pela web, em formatos que vão do ePub ao tradicional PDF, sejam obras em domínio público ou não.

“Os resultados indicam que profissionais que atuam com a questão da leitura no Brasil, e são poderosos influenciadores, também têm suas próprias necessidades enquanto leitores que também são”, observa o presidente do Observatório, Galeno Amorim, que coordenou o estudo. Outro traço de comportamento que também chamou sua atenção é a maior presença desses profissionais, das várias gerações, com as mídias sociais e que o meio digital, ao contrário do que os pessimistas esperavam, tem complementado o físico e não meramente o substituído.




ESPM inaugura biblioteca comunitária aberta 24 horas na Vila Mariana

Sem porta, nem porteiro, a Livro Livre ESPM ficará aberta todos os dias da semana em qualquer horário!
Em São Paulo, quem quisesse pegar livros em bibliotecas abertas a qualquer hora, poderiam ir na biblioteca Mário de Andrade, localizada no centro da capital, que atualmente, fica aberta até as 22h. Porém, o bairro da Vila Mariana traz uma ótima novidade para os amantes da literatura: A faculdade ESPM acaba de inaugurar uma biblioteca comunitária em plena calçada!

Localizado na fachada da instituição de ensino, na rua Doutor Álvaro Alvim – 123,  o espaço, que não possui portas e nem porteiro, e que remete à uma banca, foi inaugurado ontem (19) e, para chamar atenção de quem passava,  bateria dos alunos da faculdade esteve presente realizando um show, assim como a leitura de trechos de algumas obras.
O acervo da biblioteca já possui mais de dois mil livros e maioria, vêm por parte de doações – um dos maiores objetivos do projeto chamado de “Livro Livre”. Não há regras e datas para as devoluções dos livros. A proposta é repassar os livros que serão doados pela comunidade de alunos, professores, parceiros, vizinhos e demais pessoas, que queiram compartilhar conhecimento por meio de livros de literatura, filosofia, artes e, também alguns exemplares didáticos e acadêmicos. “Qualquer pessoa que passar na Rua Dr. Álvaro Alvim, no número 123 e se dirigir a Livro Livre ESPM pode entrar, escolher e levar um livro. Ela não tem porta, não tem vidro, nem porteiro. É só passar e levar”, explica Dalton Pastore, presidente da ESPM e criador do projeto. “Certamente, se o leitor devolver este livro após o tempo que julgar necessário, outras pessoas também poderão se beneficiar da obra literária”, sugere.

As doações de livros podem ser realizadas na Biblioteca da faculdade, na Rua Doutor Álvaro Alvim – 123.

53 manuais para conservação de livros

O projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos, em 1997, publicou 53 títulos sobre a conservação preventiva de livros e documentos, de filmesfotografias e meios magnéticos na forma de 24 cadernos temáticos em formato A4.
O material data de 1997 e estava disponível no site do projeto, http://www.cbpa.net, que não existe mais. Felizmente ainda é possível baixá-los no site da Prefeitura de São Paulo:
Eu baixei todos os PDFs e, caso eles saiam do ar, darei um jeito de manter a possibilidade do download.
Creio que o título mais interessante é o de número 13, que ensina a fazer reparos em livros, uma das principais dúvidas que aqui recebo via comentários e email: como consertar livros.
Você também encontrará muitos cadernos com instruções de como guardar e conservar livros. Também são interessantes os cadernos que ensinam como secar livros, como defendê-los de fungos pragas como traças.
Alguns, porém, são muito técnicos, no entanto e só vão interessar a bibliotecários.
Abaixo, listo os cadernos e seu conteúdo, também a título preventivo caso eles saiam do ar no site da prefeitura de São Paulo: assim já fica reservado o lugar onde colocarei os links para as obras caso necessário.
Acondicionamento
Caderno de 1 a 9 – Armazenamento e Manuseio: Métodos de armazenagem e práticas de manuseio; A limpeza de livros e de prateleiras; A escolha de invólucros de qualidade arquivística para armazenagem de livros e documentos; Invólucros de cartão para pequenos livros; A jaqueta de poliéster para livros; Suporte para livros: descrição e usos; Montagens e molduras para trabalhos artísticos e artefatos em papel; Mobiliário de armazenagem: um breve resumo das opções atuais; Soluções para armazenagem de artefatos de grandes dimensões.
Conservação
10 a 12- Caderno técnico : procedimentos de conservação: Planificação do papel por meio de umidificação; Como fazer o seu próprio passe-partout; Preservação de livros de recortes e álbuns.
13- Manual de pequenos reparos em livros
Meio Ambiente
14 a 17- Caderno técnico: meio ambiente: Temperatura, umidade relativa do ar, luz e qualidade do ar: diretrizes básicas de preservação; A proteção contra danos provocados pela luz; Monitoramento da temperatura e umidade relativa; A proteção de livros e papéis durante exposições.
18- Isopermas: uma ferramenta para o gerenciamento ambiental
19- Novas ferramentas para preservação – avaliando os efeitos ambientais a longo prazo sobre coleções de bibliotecas e arquivos
Emergências
20 a 25- Caderno técnico : administração de emergências: Planejamento para casos de emergência; Segurança contra perdas: danos provocados por água e fogo, agentes biológicos, roubo e vandalismo; Secagem de livros e documentos molhados; A proteção de coleções durante obras; Salvamento de fotografias em casos de emergência; Planilha para o delineamento de planos de emergência – ed. Sherelyn Ogden
26 a 29- Caderno técnico : emergências com pragas em arquivos e bibliotecas: Controle integrado de pragas; A proteção de livros e papel contra o mofo; Como lidar com uma invasão de mofo: instruções em resposta a uma situação de emergência; Controle de insetos por meio de gases inertes em arquivos e bibliotecas.
Planejamento
30 a 32- Caderno técnico : planejamento e prioridades: Planejamento para preservação; Políticas de desenvolvimento de coleção e preservação; Planejamento de um programa eficaz de manutenção de acervos
33 a 36- Caderno Planejamento de preservação e gerenciamento de programastécnico: Planejamento de preservação e gerenciamento de programas:Desenvolvimento, gerenciamento e preservação de coleções; Seleção para preservação: uma abordagem materialística;  Considerações complementares sobre “Seleção para Preservação” : uma abordagem materialística; Implementando um programa de reparo e tratamento de livros
37- Programa de planejamento de preservação: um manual para auto-instrução de bibliotecas
38- Considerações sobre preservação na construção e reforma de bibliotecas: planejamento para preservação
Fotografias e filmes
39- Preservação de fotografias: métodos básicos de salvaguardar suas coleções
40- Guia do Image Permanence Institute (IPI) para armazenamento de filmes de acetato
41- Indicações para o cuidado e a identificação da base de filmes fotográficos – Monique C. Fischer e Andrew Robb
Registro sonoro e fitas magnéticas
42- Armazenamento e manuseio de fitas magnéticas – um guia para bibliotecas e arquivos
43- Guarda e manuseio de materiais de registro sonoro
Reformatação
44 a 47- Caderno técnico : reformatação: O básico sobre o processo de digitalizar imagens; Microfilme de preservação: plataforma para sistemas digitais de acesso; O processo decisório em presevação e fotocopiagem para arquivamento; Controle de qualidade em cópias eletrostáticas para arquivamento
48- Microfilmagem de preservação: um guia para bibliotecários e arquivistas
49- Do microfilme à imagem digital
50- Uma abordagem de sistemas híbridos para a preservação de materiais impressos
51- Requisitos de resolução digital para textos: métodos para o estabelecimento de critérios de qualidade de imagem
52- Preservação no Universo Digital
53- Manual do RLG para microfilmagem de arquivos
Autor do texto: Alessandro Martins