Apenas 35% das escolas brasileiras possuem bibliotecas


Segundo números disponibilizados em primeira mão pelo QEdu, portal aberto e gratuito que passa a oferece dados mais recentes do Censo Escolar 2013 sobre infraestrutura e matrículas de todas as escolas públicas e privadas do Brasil, somente 35% das escolas brasileiras possuem bibliotecas. Para aumentar a quantidade de bibliotecas nas escolas, há um projeto de lei em tramitação que prevê a obrigatoriedade de um acervo com pelo menos um livro por aluno em cada instituição de ensino do país.
Neste ano de 2014, o QEdu também atualizará os microdados do Censo Escolar referentes a taxa de aprovação e abandono escolar e distorção idade-série, como também os dados de evolução do Censo de 2010 até 2013 também estarão visíveis para consulta.
Os dados do Censo Escolar são públicos e disponibilizados para toda a sociedade, devido à importância e necessidade de que estados, municípios e as próprias escolas conheçam melhor a sua realidade e a do local em que estão inseridos. Todos os níveis de ensino são envolvidos: ensino infantil, ensino fundamental, ensino médio e EJA.
No QEdu, o número de alunos matriculados está organizado por etapa escolar. Já os dados de infraestrutura estão divididos em categorias como alimentação, serviços (água, energia, esgoto e coleta de lixo periódica), dependências (biblioteca, cozinha, quadra de esportes, laboratórios, sala de leitura, etc.), equipamentos (DVD, impressora, retroprojetor, televisão e outros), tecnologia (internet e banda larga) e acessibilidade.
Na ferramenta, também são disponibilizadas informações sobre a qualidade do aprendizado em cada escola, município, estado e país a partir do desempenho dos alunos na Prova Brasil.

O projeto é de autoria da startup Meritt em parceria com a Fundação Lemann, instituições essas que construíram o QEdu com o intuito de promover o debate público. A ferramenta auxilia no entendimento do cenário atual da educação brasileira e pode fomentar diferentes abordagens para a melhoria da qualidade do ensino e do aprendizado no país.

Alguns dados chamaram à atenção de estudiosos e educadores do setor, como o dado referente à rede particular de São Paulo, mostrando que ela é a que tem o menor número de escolas equipadas com bibliotecas do país: 39% (em 2011, eram 38%). Na esfera estadual, São Paulo também tem o menor porcentual de escolas com bibliotecas em todo o país: apenas 13% (em 2011, eram 11%). Enquanto isso, as escolas particulares de Acre e Amapá são as mais bem equipadas, com 93% e 89% de instituições com biblioteca, respectivamente.
De acordo com os dados do QEdu, apenas 30% das escolas estaduais do país tem laboratório de ciências, onde estão a grande maioria dos alunos do ensino médio da rede pública; na rede particular, no entanto, esse número é ainda mais baixo, apenas 21% das escolas têm esse laboratório. O dado mostra que, nesse quesito, as escolas privadas estão em pior situação do que as públicas.
A rede particular do DF é a mais preparada em questões de acessibilidade: 85% das escolas têm dependências acessíveis. A rede pública estadual do DF (com 638 escolas) também lidera, indicando total de 60% neste mesmo quesito. A rede particular de São Paulo, por outro lado, tem os menores índices: apenas 11% das 9.974 escolas têm dependências acessíveis (em 2011, esse número era de 9%).
As matrículas em creche cresceram 23% no país: de 2,2 milhões 2011 para 2,7 milhões em 2013. Apenas 58% das escolas do país têm acesso à internet, revelando que mais de 80 mil escolas brasileiras não possuem conexão à rede.

Brasil ganha primeira plataforma de financiamento coletivo literário




Foi lançada nesta segunda-feira, 5, a primeira plataforma de financiamento coletivo voltada exclusivamente para o mercado editorial brasileiro. A Bookstorming, startup idealizada por quatro jovens do Rio de Janeiro, pretende transformar a experiência da compra do livro no país ao trazer para o mercado editorial a ferramenta do crowdfunding. A ideia, que já funciona com sucesso nos Estados Unidos e na Europa, é dar aos leitores o poder de apostar nos livros em que acreditam e que, no processo tradicional de edição, talvez nunca viessem a ser lançados.

"Nós estamos alterando a ordem de produção do livro", afirma a carioca Raquel Maldonado, cofundadora. "Hoje, só existe uma forma de comprar um livro: ir até a livraria e escolher um dos lançamentos. O que fazemos é usar o poder de difusão da internet e convidar o leitor a participar da produção desde o início, quando o livro ainda nem existe. Se acreditar no projeto, ele paga por ele e pode interferir em várias etapas de edição. No fim, recebe em casa um livro exclusivo, que ajudou a criar".

Como acontece em outros tipos de crowdfunding, o livro só começa a ser produzido se um mínimo de apoiadores for atingido no prazo estipulado pela campanha. Caso esse número não seja alcançado, os apoiadores recebem o dinheiro de volta. Isso elimina o risco financeiro da produção do livro e amplia as possibilidades de busca de originais.

Segundo o cofundador Arthur Granado, um dos objetivos da Bookstorming é servir como termômetro para o mercado editorial. "Esta tem se mostrado uma das principais vocações do crowdfunding em todo o mundo, e ela é ainda mais importante em plataformas que se concentram em apenas um mercado. Por conhecermos bem os livros e os leitores brasileiros, nos comprometemos sempre com projetos de qualidade. E quem melhor que o leitor para definir se eles devem ou não sair da ideia?"

O livro

O primeiro projeto da startup já está no ar. Trata-se do livro Desordem - uma antologia de contos de sete autores brasileiros que já passaram pela mídia, ganharam prêmios e elogios, mas que - para os editores da Bookstorming - ainda não receberam a devida atenção. "Acreditamos que este primeiro projeto mostra a força da nossa ideia", afirma Raquel. "Quem pesquisar sobre os autores que buscamos para o livro vai perceber que eles têm tudo a ver com o espírito do financiamento coletivo. São escritores inovadores e ousados, mas ao mesmo tempo maduros. Se até hoje não encontraram o sucesso merecido, é porque ainda não havia um canal pra colocá-los em contato direto com o leitor".

Os autores de Desordem:

- Natércia Pontes: é cearense e mora em São Paulo. Lançou em 2012 o livro de contos Copacabana dreams, pela editora Cosac Naify, que foi finalista do Prêmio Jabuti 2013.

- Paulo Bullar: baiano de 34 anos, publicou em 2002 o livro de contos Húmus pela editora Livros do Mal. Após mais de uma década sem escrever ficção, iniciou o projeto Piratas: ficções históricas, que deve ser concluído em 2015.

- Cristiano Baldi: gaúcho de Caxias do Sul, publicou em 2002 o livro de contos Ou cláviculas, também pela extinta Livros do Mal. Trabalha atualmente em seu primeiro romance.

- Olavo Amaral: nasceu em Porto Alegre e vive no Rio de Janeiro, onde trabalha como pesquisador na área de neurobiologia da memória. É autor dos volumes de contos Estática (IEL-RS, 2006) e Correnteza e escombros (7Letras, 2012), este último, finalista do Prêmio Açorianos 2012.

- Erika Mattos da Veiga: nasceu em Volta Redonda em 1977. Em 2005, morou no Zimbábue, onde escreveu Ressaibo, romance publicado em 2007 pela editora 7Letras. Em 2010, publicou Nona, pela mesma editora.

- Patrick Brock: nasceu no Rio Grande do Sul, cresceu na Bahia e hoje mora em Nova York, de onde escreve para jornais e sites brasileiros. Escreveu dois livros de contos, Velhas fezes (2004) e Textorama (2005), publicados pelo coletivo Edições K, do qual foi um dos fundadores.

- Katherine Funke: nasceu em 1981 em Joinville, Santa Catarina, e mora atualmente na Bahia. Em 2013, teve um conto publicado na antologia Popcorn unterm Zuckerhut, da editora alemã Klaus Wagenbach. Recebeu em 2010 a Bolsa Funarte de Criação Literária pelo inédito Sem pressa e em 2012 a Bolsa Funarte de Interações Estéticas, com a qual finalizou o romance Viagens de Walter (Solisluna, 2013).

Fonte: http://bit.ly/1fU0Pp9

A internet virou grande aliada do livro

Ao contrário do que se especulava, o mundo digital não matou o livro; ele abriu possibilidades para o mundo literário

Com o avanço da informática, houve quem profetizasse o fim do livro "físico" e defendesse que os e-books - livros em arquivos digitais - fossem tomar o seu lugar. Esta transição se vê pouco hoje. Embora o e-book seja mais consumido a cada dia, ele ainda não chega nem perto das vendas dos livros de papel. A verdade é que a internet e o livro acabaram, de certa forma, sendo aliados. Quem gosta de literatura, encontra na rede muitos sites que tratem deste assunto, seja para o comercializar e-books e livros novos ou usados, promover discussões acerca de algum título, buscar por dicas de compra ou ainda descobrir novos autores.

Assim, a internet faz um papel também de estímulo à leitura entre as pessoas que se interessam pelo assunto. Os e-books, embora digitais, não deixam de ser livros e, por isso, são também importantes para cultivar o hábito da leitura e nem sempre quem compra o livro digital abandona de vez o hábito de ler as edições físicas. "Eu acredito que existe espaço para todos. Assim como o computador não substitui totalmente o papel e o CD não substituiu o vinil, o e-book não substituirá o físico. Há prazer em escutar um vinil, assim como há prazer em folhear as páginas de um livro e isso a tecnologia não substitui", opina Caroline Brüning, psicóloga que tem o costume de ler tanto e-books quanto papel. Após adquirir o hábito de comprar e-books, ela não deixou ir às livrarias para saber sobre os lançamentos e comprar títulos que a interessam. Caroline acredita que existem publicações que você não somente baixa na internet, mas faz questão de ter o produto físico.

Confira todas as possibilidades que o mundo virtual abriu para quem é apaixonado por literatura.

E-books

A psicóloga Caroline Brüning elogia praticidade do e-book, que possibilita ter vários livros em um mesmo lugar sem ocupar espaço ou fazer peso. "Gosto da possibilidade de, assim que encontrar algo que não conheço no livro, já procurar mais sobre aquele tema ou palavra. Gosto de ter tudo ao meu alcance da forma mais prática possível e acho que o e-book oferece isso", comenta. Entre as vantagens, está o preço do e-book, que costuma ser menor do que do livro físico, e ainda a facilidade para carregar. Antes, Carolina costumava carregar dois ou três livros com ela, devido ao costume de ler vários volumes ao mesmo tempo. Agora, isso ficou mais fácil. "Os aplicativos também tem funcionalidades: é possível fazer comentários, ler um livro em grupo, fazer marcações e anotações em grupo de forma interativa. Fazer marcações em um e-book é muito mais limpo e organizado do que em um livro físico e, se eu quiser, posso desfazer sublinhamentos e apagar comentários sem afetar a integridade do livro", acrescenta. Entre os maiores sites de compra de e-books estão o Gato Sabido (www.gatosabido.com.br), a Livraria Saraiva (http://www.livrariasaraiva.com.br/livros-digitais/) e a Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br/ebooks).

A rede social dos livros

Quem gosta de ler sobre livros, procurar novos títulos e conversar sobre literatura encontra uma rede social para tratar somente deste assunto: o Skoob. A rede é brasileira e promove a interação entre leitores de todos os cantos do país. No Skoob, a pessoa pode formar sua estante virtual: adiciona-se o livro, que então é classificado em categorias, como "quero ler", "tenho" e "já li". É possível fazer resenhas sobre os grupos, receber recados, interagir em grupos com o mesmo interesse literário ou ainda ter um perfil "Plus", uma ferramenta criada pela rede para permitir a troca de livros entre os usuários. Além disso, o Skoob costuma sortear entre os usuários livros cortesia dados pelas editoras.

Um sebo virtual

Fazer compras em sebo exige um pouco de paciência para se garimpar entre muitos livros antigos até achar o de sua escolha. Para quem não tem tempo ou apenas não quer ir até o sebo, existe o site Estante Virtual, que reúne 1,3 mil sebos e livreiros de 339 cidades do Brasil. Na hora de procurar o livro desejado, o site busca em sebos de todos os cantos do Brasil. "Em sebo online, a facilidade de encontrar o livro que você deseja é maior. Basta fazer a busca e verificar as opções de preço e conservação. Além disso, o sebo online tem bem mais opções de títulos", afirma a jornalista Gabriela Piske. Ela conta que nunca teve problemas com a entrega de livros que comprou no site e os livros vieram em boa qualidade, conforme estava na descrição do site. É preciso ter alguns cuidados na hora da escola. Gabriela recomenda que a pessoa verifique as informações sobre a conservação do livro e também sobre o vendedor. "Verifique se há depoimentos de quem já comprou, se há bastante opções de livros e acompanhe todo o processo de compra e envio. Se necessário, mantenha contato com o vendedor até tudo dar certo", aconselha.

Blogs

Uma maneira de se manter informado sobre lançamentos e discutir diversos aspectos de livros e estilos literários são os blogs que existem sobre o assunto. Entre eles, estão o Homo Literatus (www.homoliteratus.com), o Literatortura (literatortura.com) e o Literatura de Cabeça (www.litraturadecabeca.com.br). Estes sites costumam fazer resenhas, entrevistas, críticas, podcasts, enfim, abordam diversos aspectos da literatura. Já o Indique um Livro (www.indiqueumlivro.com), é um site apenas de resenhas, em que qualquer pessoa pode mandar a sua indicação. Além disso, algumas editoras também criaram blogs para informar quanto aos seus lançamentos, falar sobre os autores, entre outros assuntos. Este é o caso da Companhia das Letras, que alimenta com frequência seu blog (www.blogdacompanhia.com.br).

Podcasts

Boa parte dos blogs de literatura possui podcasts, programas de áudio em que participantes discutem algum tema relacionado a este assunto. Entre os tantos se destaca o 30:MIN, podcast do blog Homo Literatus que reúne o fundador da página, Vilto Reis, idealizador do blog Literatortura, Gustavo Magnani e a linguista Cecília Garcia. Os assuntos levantados nos posts são interessantes, cheios de informação e tratam de diversos pontos da literatura mundial sempre com humor. Cada podcast tem um nome que informa sobre o assunto a ser discutido. Entre eles, estão "Quebra-quebra das formas literárias", "Os escritores mais barraqueiros da história da literatura", "O grande clássico que eu detestei ler", "Escritores adorados que eu não vejo graça" e "Neve, vodka e literatura russa".

Mais variedade e menores preços

Comprar com um clique e no conforto de casa foi uma das vantagens que a internet trouxe para os consumidores. Dayro Bornhausen, assessor administrativo do Departamento de Cultura e Maestro do Coro Misto Santa Cecília, comenta que compra quase todos os seus livros pela internet. Seus sites preferidos para compras são Submarino, e o das livrarias Saraiva e Cultura. "É mais fácil e a entrega é rápida. Tenho a possibilidade de comparar os preços, procurar promoções e de fazer parcelamento", argumenta. Dayro também compra na Amazon partituras e livros em inglês para o coro, pois dificilmente encontra livros importados de música nas livrarias e sites nacionais. Ele recomenda que a pessoa fique atenta às taxas no momento de comprar livros importados, pois às vezes o livro acabando saindo muito caro devido a elas e passa a não valer mais a pena. Quando for comprar pela internet, preste atenção nos detalhes das informações dos livros. Por exemplo, se a descrição diz "edição condensada", significa que o livro traz um resumo do original e não seu texto integral, e se está descrito como "edição econômica", trata-se de uma edição impressa em papel de qualidade inferior ao livro original, muitas vezes com capa mais mole ou com um design diferente.

Fonte: http://bit.ly/1knZELU

Cai por terra o estereótipo do bibliotecário

O bibliotecário pode atuar como bibliógrafo, biblioteconomista, consultor ou gestor de informação

Figura introvertida, de óculos dá lugar a profissional dinâmico e aberto aos desafios da informação
Figura introvertida, de óculos dá lugar a profissional dinâmico e aberto aos desafios da informação

A profissão de bibliotecário está mais dinâmica e não se resume apenas a visão estereotipada da senhorinha de óculos que fica atrás do balcão, encontrando o livro certo na prateleira certa e pedindo silêncio a todo momento. Embora a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) defina o profissional como sendo um liberal que atua com informação, além de documentalista e analista de informação, a maior parte das pessoas desconhece que a gestão da informação e acompanhamento do dinamismo das fontes fazem parte do escopo do profissional de biblioteconomia.

Unindo a racionalidade e experiência dos bibliotecários com a capacidade de desenvolvimento dos profissionais de TI, softwares abrangentes e facilitadores do processo de pesquisa e seleção de dados, aprimorados para o mercado, mostram que é perfeitamente possível a interação entre a tecnologia e a atividade na área da biblioteconomia.

Bibliotecária há 20 anos, Liliana Giusti Serra atua como profissional da informação em uma empresa de tecnologia, a Prima, responsável pelo software “SophiA Biblioteca”, conta que a profissão acompanha as mudanças da explosão da informação desde outras épocas e não somente como o advento da internet — como a prensa móvel de Gutenberg, em 1439, até chegarmos em 2004, com a criação da web 2.0 que facilitou a produção de informação, impondo ao bibliotecário uma mudança nos critérios de escolha da fonte e confiabilidade da informação. “Com a facilidade de acesso à informação, ele pode recorrer às fontes padronizadas até outros canais abertos e seguros”, explica a bibliotecária.

Segundo Liliana, que está fazendo mestrado em Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação na Universidade de São Paulo, na Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP), os registros antes disponíveis somente em papel hoje estão acessíveis como documentos on-line, mas essa disponibilidade não substitui o profissional da área de biblioteconomia, que vai atender a necessidade do usuário a partir da seleção e agrupamento do máximo de dados necessários para atender a demanda e no tempo necessário. “A tecnologia deve ser encarada como uma ferramenta que ajuda o bibliotecário em sua atividade, facilitando a descrição do acervo e auxiliando no controle do banco de dados”, diz a bibliotecária. Na visão de Liliana, a tendência das instituições de pesquisa e centros de documentação e memória é o fortalecimento dos acervos híbridos que unem a biblioteca física e digital, meios que se complementam. A tecnologia, segundo ela, entra como um recurso, mas não significa que a informação será usada indiscriminadamente. Compete ao profissional da área filtrar o conteúdo pesquisado.

O uso dos softwares especialmente desenvolvidos para agilizar e facilitar a pesquisa é uma prática cada vez mais adotada pelas instituições. O “SophiA Biblioteca” é uma ferramenta robusta que atende desde o acervo de uma empresa até a demanda da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), com mais de 1,5 milhão de registos no ar. Outros 400 mil estarão disponívis até o final do ano.

Segundo César Antonio Pereira, diretor da Faculdade de Biblioteconomia (FABI) da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), o profissional tem excelentes oportunidades no mercado de trabalho, variando desde tradicionais bibliotecas, centros de informação e documentação, a demandas na expansão de instituições de Ensino Superior e de escolas técnicas, escritórios de advocacia, contabilidade e controladoria, ramos que aumentam as oportunidades do bibliotecário, em razão da necessidade de organização de seus materiais. 

Os livros eletrônicos e seu impacto nas bibliotecas

Livro digital

O Observatório do Livro e da Leitura divulgou nesta segunda-feira (14/04) o resultado da pesquisaBibliotecas e Leitura Digital no Brasil, encomendada pela Árvore de Livros S.A. Respondida por bibliotecários e responsáveis por bibliotecas brasileiras, o estudo priorizou as bibliotecas públicas municipais que, segundo a pesquisa estão na quase totalidade dos municípios brasileiros, representando 52,5% das entrevistas realizadas. Participaram ainda da pesquisa bibliotecas comunitárias, universitárias e escolares. Foram entrevistados 503 representantes de bibliotecas de todas as unidades da federação em março de 2014.

Segundo Galeno Amorim, coordenador geral do Observatório, “a pesquisa foi feita para avaliar o estado das bibliotecas que atendem o publico, seja ela municipal, estadual, comunitária, rural, escolar, de universidade e até de empresas e órgãos da administração pública e, com isso, aproveitar para chamar a atenção sobre a necessidade de se criar políticas mais robustas e permanentes de financiamento desses equipamentos que podem ter um papel cada vez mais importante no momento em que a educação parece prestes a ganhar um novo destaque no cenário nacional para construir um novo futuro para o país”.

“O estudo buscou compreender também como as bibliotecas se posicionam e se preparam para entrar na era do livro digital e passar a prestar esse tipo de serviço aos seus leitores e a muitos outros que poderão tornar-se usuários delas também”, acrescentaou Galeno.

De acordo com a pesquisa, os responsáveis pelas bibliotecas identificaram os diversos dispositivos de leitura, incluindo computadores, como sendo apropriados para serem utilizados pelos usuários em seus espaços de leitura. Os tablets, com 53,3%, um índice que chega a 70,5% no caso das escolares, lideram a preferência, mas os computadores aparecem logo em seguida, em situação de empate técnico, com 56,8%, seguido pelos notbooks (53,3%). A pesquisa aponta que embora dedicados especificamente à leitura digital, os eReaders só aparecem em penúltima lugar, com 14,9%, só um pouco à frente dos smartphones (12,2%).

Que tipo (s) de aparelho (s) você considera mais apropriado (s) para os usuários lerem um eBook na sua biblioteca?


Para a maioria absoluta dos bibliotecários e responsáveis pelas bibliotecas brasileiras (77,9%) que atendem diferentes públicos leitores, o tablet é o aparelho mais adequado para os usuários lerem eBooks quando estiverem fora da biblioteca. O notebook aparece como o segundo melhor colocado com 60,5% do total.

O impacto dos eBooks sobre a leitura e as bibliotecas

A pesquisa estimulou os entrevistados a responderem sobre o que acreditam que poderá acontecer com a chegada dos eBooks às bibliotecas. A grande maioria (82% dos que respondera) apontam que os dois tipos de suportes (o livro impresso e o eBook, sua versão digital) deverão conviver juntos em harmonia. No caso das bibliotecas universitárias esse tipo de resposta esteve na boca de 100% entrevistados.

Galeno acredita que este resultado indica que os bibliotecários e os responsáveis pelas bibliotecas estão percebendo que a tecnologia, em vez de representar mais trabalho e dispêndio de energia para eles, pode servir como uma alavanca para a atuação das bibliotecas. “É extraordinariamente importante esse posicionamento dos dirigentes e profissionais da área, que intuem que colocar o pé no futuro pode significar mais usuários, mais leitura e, com isso, certamente maior reconhecimento e apoio. Este ano será marcado pela chegada da era digital às bibliotecas no Brasil. Isso é altamente positivo para gerar leitura, leitores e, sobretudo, maior inclusão cultural e tecnológica na sociedade brasileira”, diz entusiasmado.

O que você acha que poderá acontecer com a chegada de aparelhos e eBooks na sua biblioteca?

Para Moreno Barros, bibliotecário do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colunista da Revista Biblioo, não há dúvida de que os diferentes suportes continuarão a coexistir uma vez que, segundo sua opinião, “bibliotecário não trabalha com suporte, trabalha com conteúdo, documentos e informação, então essa discussão pra gente não faz sentido”. O assunto foi tema de artigo recente de Moreno: “O que os bibliotecários devem saber sobre os ebooks”.
“Por outro lado, temos a responsabilidade da guarda, então é importante que estejamos atentos às mudanças de padrões tecnológicos (a escrita sendo a primeira tecnologia, os ebooks a mais recente)”.

Para Moreno, o que os bibliotecários não podem fazer é argumentar que não estão preparados para a mudança. “Basta entrar em qualquer linha de metrô nas grandes cidades e perceber como as pessoas consomem informação em seus celulares. Basta entrar em qualquer biblioteca universitária e perceber que os alunos estão mais com laptops à tira colo do que livros. Basta visitar qualquer biblioteca pública e perceber que as crianças estão mais interessadas nos computadores do que nos livros, os adultos mais preocupados com o uso de espaço público do que o acervo”.

Na concepção do bibliotecário, quem dita essas transformações é o mercado (tendo os avanços tecnológicos como sustentação) e depois os usuários. Os bibliotecários funcionariam apenas como receptáculo e eventualmente exercendo o papel de intermédio entre criadores e distribuidores de conteúdo.

“Em determinado momento, bastará que uma editora decida comercializar seus livros em formato apenas eletrônico, para toda uma cadeia de distribuição logística ser alterada, simplesmente porque para ela é muito mais barato produzir e comercializar seus livros em formato digital, trabalhando em conjunto com outras empresas tecnológicas que mantêm o monopólio sobre a disseminação do conteúdo”.

Bibliotecários e os eBooks

Chama a atenção na pesquisa do Observatório do Livro e da Leitura a grande expectativa que as bibliotecas vivem em torno da chegada de eBooks para empréstimo. Tá todo mundo bastante interessado em e acreditando que devem atrair com isso atrair mais jovens e adolescentes para perto da leitura. 

Pode vir a representar um fôlego novo para as bibliotecas que, conforme mostrou o estudo, tem uma média anual de investimento – quando tem! – pouca coisa maior do que o ingresso (que não tem mais para vender!) para assistir a final da Copa.     Veja a pesquisa completa.

Fonte: http://bit.ly/1k3hhSD

Biblioburro leva livros aos povoados perdidos da Colômbia

Luis Soriano quis dividir seus livros com as crianças de aldeias sem acesso à leitura.
O colombiano Luis Soriano leva livros às aldeias e povoados nas costas de seus burros, Alfa e Beto

“Se eles não têm biblioteca, temos que inventar uma”. Com essa motivação o colombiano Luis Soriano começou a levar livros aos povoados de seu país onde as crianças não têm acesso a livros. O meio de transporte é a força dos burros Alfa e Beto.
A iniciativa recebeu o nome de Biblioburro, e foi narrada ludicamente pela escritora Jeanette Winter, em um livro ilustrado cheio de cores e imaginação.

A escritora Jeanette Winter relatou a história do Biblioburro


Saiba mais sobre o Biblioburro no vídeo da Comunidad Andina:


    


O prazer e o risco de emprestar um livro

Por que tantos leitores têm medo de compartilhar suas bibliotecas com amigos?

"Empresto até dinheiro, mas não me peça meus livros." Perdi a conta de quantas vezes ouvi amigos repetirem essa frase e muitas de suas variações. Alguns diziam o mesmo sobre os CDs, quando o CD ainda existia. O mundo mudou. As coleções de CDs acumulam poeira e, hoje em dia, é difícil achar alguém que queira pegar um deles emprestado. Para os leitores, a vida mudou pouco. Nunca vi alguém pedir um Kindle emprestado. Mas enquanto tivermos livros impressos - e os temos aos montes -, nos veremos frequentemente diante dessa questão: emprestar ou não emprestar?
A decisão de emprestar um livro é, em sua natureza, um gesto de amor à leitura. O prazer de ler é tão grande que precisamos compartilhá-lo. Nada mais frustrante do que terminar uma história incrível e não ter com quem conversar sobre ela. Emprestar um livro é buscar companhia num mundo em que os leitores, infelizmente, ainda são minoria.
Quem é contra o empréstimo de livros costuma ter um argumento forte para justificar sua postura: por mais que confiemos em quem pediu o livro emprestado, há uma enorme chance de que o livro não seja devolvido. O mundo fora da estante é perigoso. Mesmo ambientes aparentemente seguros escondem armadilhas. Já fui vítima de uma delas. Pouco depois do lançamento de A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan, deixei meu exemplar com um colega de trabalho. Ele gostou tanto do romance quanto eu. Animados com a nossa conversa, outros colegas se interessaram pela obra. O livro passou de mão em mãos eu o perdi de vista. Não posso dizer que o revés foi inesperado. Outros livros tiveram um destino parecido. Continuo a emprestar livros, mesmo correndo o risco de perdê-los. Gosto de saber que meu exemplar de A visita cruel do tempo foi parar nas mãos de um leitor misterioso, em vez de acumular poeira em minha estante.
Como eu, muitos outros leitores ignoram os avisos dos pessimistas e marcham adiante para compartilhar suas leituras. É aí que surge outro risco: tornar-se um emprestador compulsivo. Tenho um amigo com esse problema. Uma vez, lembro-me de ter contado, em minha estante, três livros dele. Um deles foi emprestado antes mesmo que ele terminasse de ler, tamanha sua vontade de compartilhar suas leituras. Não o julgo. Já fui um emprestador compulsivo. Muitos dos livros que desapareceram da minha estante foram livros que eu insisti em emprestar para leitores não muito empolgados. Entre a vergonha de devolver o livro sem lê-lo e a cara de pau de ficar com o livro e jamais tocar no assunto novamente, escolheram a segunda opção. Eu os perdoo. Jamais esperaria que lessem o livro por obrigação.
Entre o egoísmo e o desapego exagerado, há uma terceira via: a troca. Foi a maneira que encontrei para acalmar meu amigo emprestador compulsivo. Numa das vezes em que ele me perguntou se eu já tinha lido as dezenas de livros que ele me emprestara, conversamos sobre um autor que ele não conhecia. No dia seguinte, deixei um livro em cima da mesa dele. A dívida passou a ser mútua, sem riscos de esquecimento. O máximo que pode acontecer é que a troca se torne definitiva - e, mesmo assim, nenhum de nós se sentirá lesado.
Adotei a mesma prática para outros empréstimos de livro. Se alguém me empresta algo, dou um jeito de sugerir uma nova leitura e retribuir o favor imediatamente. Se alguém me pede um livro emprestado, procuro saber se a pessoa tem algum livro que me interesse em sua estante e peço para lê-lo.
Graças à segurança que essas trocas proporcionam, passei a emprestar ainda mais livros, muitas vezes em circunstâncias em que a devolução é improvável. Na semana passada, um amigo embarcou para o Japão sem data para voltar. Levou na bagagem dele meu exemplar de A casa das belas adormecidas, de Yasunari Kawabata. Na minha situação, muitos leitores se desesperariam. Eu estou tranquilo: para compensar a viagem incerta do Kawabata, peguei emprestado um exemplar de Minha querida Sputnik, de Haruki Murakami. Se nos reencontrarmos em alguns anos para destrocar os livros, terei uma boa história para contar – e um argumento irrefutável para convencer quem é contra o empréstimo de livros. Se meu amigo ficar no Japão com o Kawabata, o Murakami me fará companhia, e meu livro terá feito uma bela viagem. Não haverá motivo algum para lamentar a perda. Emprestar um livro é despedir-se dele.

'Eu não queria ficar em casa esperando a morte', diz idosa ao aprender a ler


Aos 87 anos, ela e outros ‘senhores e senhoras’ participaram do Programa Amazonas Alfabetizado.

Manaus - Aprender a ler e a escrever é um direito de todos e é, antes de tudo, um dever da família e do Estado. É baseado nisso que milhares de pessoas há anos vivem na sociedade sem saber ler ou com domínio mínimo da escrita e leitura. São histórias de pessoas que colocaram as necessidades, o trabalho e a família à frente dos estudos.
Desde 2013, pelo menos 10 mil pessoas participaram do Programa Amazonas Alfabetizado no Estado, sendo 800 em Manaus. No último sábado, elas conseguiram realizar o sonho de participar da primeira formatura da turma de alfabetização que significa, antes de tudo, o início de uma nova jornada. O programa é uma parceria da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), com o Ministério de Educação (MEC), com o objetivo de diminuir o índice de analfabetos no Estado que, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa 9,8% da população amazonense.
Entre o grupo de novos alfabetizados estão os moradores do bairro São José, zona leste de Manaus, que durante o último ano frequentaram as aulas aos sábados na Associação dos Moradores e Amigos do São José. Ali, são apenas 69 pessoas que, a partir de agora, têm uma nova história para contar.
Aposentada, aos 87 anos, Edna Fleuri da Silva, é a mais velha do grupo e está redescobrindo a leitura. “Eu era gari, amanhecia na rua, logo depois tinha que voltar, nunca tive tempo para me dedicar aos estudos de verdade”, contou.
Hoje, ela é o orgulho da família e fica feliz em saber que já pode escrever os nomes dos netos e bisnetos. “Eu não queria ficar em casa esperando a morte chegar. Eu gosto disso aqui, converso com as pessoas e ocupo meu tempo”, lembrou.
Assim como Edna, Jaci Pedroda Alves, 86, já está ansiosa pelo momento que as aulas vão retornar. “A gente precisa continuar. Eu aprendi as sílabas, a ler devagar e agora eu não quero parar, quero continuar até onde eu puder”, disse ela animada. Jaci lembra com orgulho do tempo que trabalhou na roça, no entanto, sabe que o melhor teria sido se dedicar aos estudos. “Eu não tinha como, mas hoje sei que isso é uma necessidade”, disse.
Jaci e Edna representam a história de muitas outras pessoas que estão tendo a oportunidade de recuperar o tempo.
Dedicação
As aulas na associação são ministradas sempre aos sábados. Começam pela manhã, com direito a café. Todos tem direito ao almoço e depois a merenda. O fim é sempre às 18h.
“Tentamos oferecer o melhor que podemos a elas para que ninguém desista. Aqui atendemos todo o bairro, mas aos sábados tentamos nos dedicar ainda mais a essa causa”, disse a assistente social Marluce Perdigão, presidente do bairro e da associação.
Segundo ela, para o período de 2014, a comunidade receberá o projeto novamente. “Serão cinto turmas de 40 alunos todos os sábados. Quem quiser ainda pode participar”, ressaltou.
Novas turmas
Um total de 26 mil vagas, em 32 municípios do Estado, estão sendo oferecidas no programa Amazonas Alfabetiza para o ano de 2014.
As aulas terão seis meses de duração e devem atender pessoas a partir de 15 anos. A coordenadora do projeto, Roberta Prestes, ressaltou que em Manaus e em toda a região metropolitana serão 106 escolas participando das atividades. “A ideia é atender todas as pessoas que quiserem aprender e não tiveram a oportunidade. Não há limite de idade”.
No interior, 103 escolas municipais e estaduais, além de associações, estão cadastradas.

eBook x livro de papel: qual é o melhor?

Printed-book-versus-Ebook



Entre publicações eróticas digitais sobre pterodáctilos e capas duras convidamos a Marina Pastore foi para nos esclarecer qual o formato de livro que pode ser melhor para você.
 
Comecei a trabalhar com e-books quando mal se ouvia falar deles no Brasil. Lá na pré-história dos livros digitais (ok, nem tanto: em 2011), Amazon, Kobo, Apple e Google ainda nem sonhavam em vendê-los por aqui; Cultura, Saraiva, Gato Sabido e meia dúzia de editoras se esforçavam para superar os preconceitos: de um lado, vendo o crescimento vertiginoso dos livros digitais nos Estados Unidos, alguns anunciavam a morte do impresso; de outro, havia quem dissesse que essa moda do e-book podia até vender umas dúzias de best-sellers, mas livro é livro, e quem gosta de livro não vai trocar uma boa capa dura por um amontoado de pixels.
 
Admito que eu pendia para o segundo grupo: quando eu nasci não tinha nem computador em casa, e minha experiência de aprender a ler é inseparável dos objetos de papel que fui aprendendo a amar – um sentimento que se manteve mesmo depois que eu cresci e virei uma nerd que mora na internet. A visão do e-book como um subproduto do impresso, que só tinha alguma vantagem no fato de ser mais barato, era muito presente nesse primeiro momento. O que mudou tudo para mim foi um e-mail que recebi de uma leitora: ela escreveu para a editora perguntando se haveria versão digital de determinado livro, porque ela era professora e gostava de ter as duas edições: a impressa, para deixar na biblioteca e consultar quando precisasse; a digital, para levar toda uma bibliografia para a aula sem precisar carregar 50kg na bolsa.
 
Foi aí que eu percebi: oras, por que é que temos que falar sempre de “e-book x impresso”? Não podemos trocar esse “x” por um sinal de mais? Por que não valorizamos cada formato pelo que ele tem de melhor e passamos a vê-los não como concorrentes, mas como complementares?
 
Se continuarmos olhando para os EUA, o mercado mais maduro neste segmento, veremos que por lá os e-books hoje representam cerca de 30% das vendas de livros adultos de interesse geral (quer dizer, excluindo os didáticos e técnicos). O mercado ainda cresce, mas em ritmo muito menor do que o de antes, e o papel continua bem, obrigada. (Só para comparar, no Brasil estima-se que os e-books hoje representem pouco menos de 3% do mercado, o que era mais ou menos a situação dos EUA em 2009.) Este cenário aponta para uma convivência entre os formatos – e tem até gente pensando em maneiras de aproveitar melhor essa relação, por exemplo, fazendo edições diferentes do mesmo título que aproveitem bem as características de cada meio (estou olhando pra você,  Visial Editions), ou oferecendo um bom desconto para quem comprar os dois formatos juntos.
 
E por que eu compraria o mesmo livro em dois formatos? Porque cada um tem suas vantagens, dependendo do contexto. Fora a diferença mais óbvia, que é o preço (embora muitos leitores achem que os e-books tenham condições de ser ainda mais baratos – o que nem sempre é o caso, mas isso daria assunto para um post inteiro), os livros digitais têm a vantagem de poderem ser comprados imediatamente. Ou seja, se eu tiver acabado de ler um volume de uma série e precisar desesperadamente do próximo, posso comprá-lo e começar a lê-lo imediatamente, mesmo se forem 3 da manhã e eu estiver de pijama embaixo do edredom. Por outro lado, se, terminada a leitura, eu quiser emprestar, dar ou revender o e-book para alguém, nem sempre poderei fazê-lo: o uso que se faz do arquivo depende do que o sistema utilizado permite. Hoje, algumas livrarias permitem que se empreste e-books, com algumas regras; outras, nem isso. Com o livro impresso a situação é muito mais simples: a partir do momento em que o comprei, ele é meu e posso fazer o que eu quiser com ele.
 
Esse “o que eu quiser” inclui anotar, marcar e rabiscar o livro inteiro – o que também é possível na maioria dos aparelhos e aplicativos de leitura, inclusive com algumas outras funcionalidades (compartilhar trechos, ver o que outras pessoas marcaram e comentaram); mas qualquer pessoa que já tenha tentado selecionar uma frase numa tela de e-ink vai concordar comigo que o lápis continua sendo a opção mais prática neste quesito. Inclui também a possibilidade de exibir seu precioso livro na estante, o que, pensando bem, é uma faca de dois gumes: muita gente argumenta que certos tipos de livro vendem tanto em formato digital porque algumas pessoas teriam vergonha de exibir seu exemplar de, digamos, 50 tons de cinza no metrô. Num Kindle, ninguém nunca vai saber se você está lendo Tolstói ou Paulo Coelho. Aliás, você pode alternar entre Tolstói e Paulo Coelho à vontade, porque, afinal, uma biblioteca inteira cabe na sua bolsa – o que faz dos e-books companheiros perfeitos de viagem. (Menos, é claro, quando a bateria acaba.) Se prestamos atenção no que lemos digitalmente tanto quanto no papel é outra (controversa) história: uma pesquisa recente indica que usuários de e-readers tendem a ler mais; por outro lado, um outro estudo sugere que a compreensão do que lemos é maior na boa e velha página impressa.
 
Por último, queria falar sobre uma diferença fundamental dos e-books em relação aos impressos: como eles exigem um investimento inicial menor (já que não é preciso ter uma grande tiragem para que o livro “se pague”), é possível arriscar mais, até com tipos de conteúdo que não costumam vender muito em papel – contos, por exemplo. Isso significa mais diversidade no que é publicado (ainda mais se considerarmos todos os autores que veem neste formato um caminho para publicar seus livros de maneira independente); dificilmente há um nicho de mercado não atendido hoje. Desafio qualquer um a achar um livro erótico sobre pterodáctilos numa livraria física, mas, bem, na Amazon tem (sim, eu procurei). Por outro lado, se você não souber exatamente o que está buscando, a quantidade de opções é avassaladora – e, vendo a questão sob o ponto de vista da editora ou autor, é um desafio enorme fazer com que seu livro fique conhecido no meio de um mar de outros livros, sem poder contar com uma capa chamativa em destaque numa mesa de livraria.
 
Eu disse tudo isso para chegar a uma conclusão bem pouco emocionante: cada formato tem suas vantagens e desvantagens, situações em que é mais ou menos cômodo, tipos de livro para os quais é mais ou menos adequado. Não dá para dizer que um é melhor do que o outro sem levar em conta a parte mais interessada: o leitor. Quanto mais livros estiverem disponíveis em formato impresso e digital, mais o leitor tem o poder de escolher o que prefere, seja levar mil livros no bolso ou continuar sentindo o cheirinho do papel. Se existe uma vantagem unânime nessa história toda, é essa.
 
Marina Pastore é jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Trabalha no departamento de e-books da Companhia das Letras desde 2011, acompanhando o desenvolvimento do mercado nacional e internacional e coordenando o processo de produção, lançamento e divulgação dos e-books da editora.
 

Um lugar sem sentido

A carência generalizada de bibliotecas nas escolas brasileiras está inscrita num contexto em que pesam a desvalorização da cultura leitora e o modelo educacional adotado historicamente pelo país.


Gustavo Morita 
 Em 2010, apenas 35% das escolas brasileiras contavam com bibliotecas

Educação e cultura

O cenário atual é grave e não há qualquer sinal de que uma evolução rápida esteja a caminho, mesmo após a sanção da lei da universalisação das bibliotecas. Em 2010, o número de escolas (públicas e particulares) de nível fundamental com bibliotecas era de 35% e, no ensino médio, de 72% – houve apenas um ponto percentual de melhoria em cada nível de ensino.
É no ensino fundamental que a falta de bibliotecas encontra uma realidade mais dramática: apenas 30% das escolas públicas oferecem o equipamento nessa etapa de ensino, e 43% dos alunos estudam sem ela. Na escola privada elas também fazem falta: 28% das escolas não oferecem esse equipamento e 18% dos alunos estudam sem ele. Em âmbito nacional, as escolas municipais são as mais deficitárias – só 22% contam com acervos organizados.
Com o tempo passando, a legislação parece cada dia mais longe de chegar a ser cumprida. O Censo Escolar mostra que, em dois anos, foram implantadas 317 bibliotecas em escolas fundamentais e 650 em instituições de nível médio. Ainda faltam mais de 99 mil. Em 2010, era necessário construir 28 novas bibliotecas por dia no país para chegar em 2020 com 100% de cobertura. Dois anos mais tarde, o ritmo precisa ser de 34 bibliotecas por dia.
Para Ivete Pieruccini, professora do curso de biblioteconomia e coordenadora do laboratório de infoeducação da Universidade de São Paulo (USP), a carência generalizada desse espaço está inscrita em um contexto sociocultural complexo, em que pesam a falta de uma cultura de bibliotecas e o modelo educacional adotado historicamente pelo Brasil.
“Nos países anglo-saxões, por razões históricas ligadas à religião e à leitura da Bíblia, o livro é visto como uma fonte de conhecimento e informação, assim como o professor”, explica Ivete. “Aqui nós usamos as bibliotecas para preservação do patrimônio cultural escrito, dentro de uma outra lógica. A biblioteca não é vista como indispensável porque a educação não a incorporou como fonte de informação. O professor é a fonte única, que responde por todos os problemas de preenchimento de conteúdo.”

Efeitos na educação

A lógica educacional transmis­siva, diz Ivete, embora esteja sendo repensada atualmente por causa das novas teconologias, ainda é bem aceita em quase todos os meios, e é por isso que certos pais aceitam pagar mensalidades para que seus filhos estudem em instituições sem bibliotecas. “A população, mesmo a que faz parte de circuitos econômicos privilegiados, não tem ideia da importância do papel da biblioteca na formação educacional. Para eles, um bom professor com um livro didático dão conta.”
Para Carlos da Fonseca Brandão, professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), do campus de Assis, a falta de bibliotecas reflete a deficiência no processo de alfabetização e colabora com ele. “Uma criança bem alfabetizada gosta de ler; as com dificuldade, não querem ler.” Ao ter uma biblioteca disponível, é mais provável que a criança pequena tenha seu desejo de conhecer o mundo das letras despertado, o que torna a alfabetização mais fácil.
Gustavo Gouveia, coordenador da Rede de Bibliotecas do Instituto Brasil Leitor (IBL), lembra que a falta de um espaço para consulta e leitura não dirigida afeta diretamente a capacidade da escola de formar um cidadão leitor, assim como atrapalha o desenvolvimento da autonomia na aprendizagem.
“Um aluno sem acesso a uma biblioteca fica impossibilitado de se habituar a esse espaço que concentra informações. Ele vai para a sala de aula, aos laboratórios, sempre coordenado, dirigido”, afirma. “É na biblioteca que ele tem a oportunidade de adquirir conhecimento de maneira informal, acessar a informação que ele deseja, não necessariamente direcionado”, explica.

Repensando o espaço

Mas para que investir recursos humanos e financeiros em um local tão pouco utilizado pelos alunos hoje em dia? Mesmo num mundo cada vez mais digital, com os jovens procurando novas plataformas, ainda faz sentido brigar para que bibliotecas sejam criadas, acredita Christine Fontelles, do Instituto Ecofuturo, voltado para a promoção da leitura e escrita. “É preciso haver um local para acessar livros, não importa se o suporte seja impresso ou digital. Em Madri, já existe uma biblioteca que empresta tablets. O importante é que todos possam se tornar íntimos da ação da leitura”, afirma ela.
De fato, uma mídia não exclui a outra. Mas, como o país ainda não foi capaz de universalizar sequer as bibliotecas tradicionais, a discussão sobre a convivência do livro em papel com o digital parece um problema distante da maioria dos alunos Brasil afora. O importante, segundo Christine, é que a biblioteca faça sentido, seja entendida e projetada como um local para o despertar de um novo prazer. Portanto, não basta o acesso aos livros, embora ele seja uma pré-condição. É preciso ir além. “Se a leitura é impositiva, fica chata. É preciso, por exemplo, dar liberdade para os alunos escolherem um título – por que todo mundo tem de ler a mesma coisa ao mesmo tempo? Ninguém nasce leitor, tudo é aprendizado”, diz.
Para Ivani Nacked, diretora de projetos do IBL, o déficit de bibliotecas e a falta movimentação em torno do tema refletem a desvalorização do ato de ler na sociedade brasileira. “A biblioteca é vista como um lugar sisudo, fechado. O livro por vezes é endeusado, proibido de estar no chão, tem de estar na estante. Isso causa um distanciamento”, acredita.
Portanto, antes de discutir a implantação de uma nova biblioteca, é preciso um processo de reflexão sobre esse espaço, recomenda Ivani. “O que é um acervo? Uma estante com livros? O silêncio tem de imperar? Uma biblioteca não pode ter um acervo musical? O foco não é só a palavra escrita. Deve ser uma sala onde todos possam se encontrar para aumentar seu repertório cultural.”
A biblioteca pode, portanto, ser um ambiente que integre várias manifestações, um lugar agradável que dois amigos escolhem para se encontrar para desenhar enquanto ouvem música, por exemplo. Para trazer as crianças e jovens para dentro desse ambiente rico, é necessário ouvir a opinião deles sobre o assunto, em vez de haver decisões exclusivas dos dirigentes. “O jovem sempre traz algo desconhecido para a escola; ele tem muito a contribuir. Perguntar o que ele deseja da biblioteca, para que seja um espaço que pertença a todos, não seja excludente, é um bom primeiro passo”, afirma Ivani.

Exemplo dos professores

Mesmo tão ausentes, as bibliotecas escolares ainda são a principal fonte de acesso a livros para crianças e jovens com idades entre 5 e 17 anos, revela a pesquisa Retratos da leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro. Foram elas as responsáveis por 47% dos títulos lidos por essa faixa etária.
No levantamento mais recente, divulgado em 2012, os estudantes haviam lido em média 3,41 livros nos três meses anteriores ao questionário, sendo que 2,21 foram indicados pela escola e apenas 1,20 por iniciativa própria (aqui estão incluídos todos os tipos de livro, de literatura, didáticos e até a Bíblia). Apesar do índice baixo, quem está estudando lê bem mais do que quem já saiu da escola: 74% dos estudantes leem, contra 31% dos não estudantes.
E o professor se mostra o principal agente influenciador da leitura; dos cinco mil entrevistados, 45% apontaram seus mestres como quem mais influenciou seu hábito de leitura. Nas edições anteriores, as mães foram as mais citadas.
Mas os docentes, de forma geral, não se mostram bons exemplos de leitores. Compilação de dados da plataforma educacional QEdu, com base no questionário socioeconômico da Prova Brasil, apontou que nem metade dos professores da rede pública leem no seu tempo livre – apenas 45% disseram ler sempre ou quase sempre.
Para Andrea Berenblum, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), é urgente preparar os professores para esse cenário. A professora do Instituto de Educação fez, a pedido do MEC, em 2005, uma avaliação diagnóstica do Programa Nacional da Biblioteca Escolar (PNBE). Suas conclusões foram de que a distribuição de acervos é “bem necessária”, porém, insuficiente como política de formação de leitores. Uma medida conjunta, acredita ela, seria a capacitação dos docentes.
“É fundamental considerar e refletir sobre as inúmeras dificuldades dos professores para trabalhar com os livros nas escolas, a ausência de formação que lhes permita pensar criticamente sobre sua prática pedagógica e discutir diferentes concepções de linguagem, de leitura e de escrita, os limites no aproveitamento do material disponível e a angústia pela falta de tempo para exercitar a própria leitura”, diz a pesquisadora.
Segundo Andrea, políticas de fomento à leitura e de formação de leitores precisam se centrar não apenas na distribuição de acervos, mas em garantir a qualidade do trabalho pedagógico com a leitura e a escrita. “Isso envolve levar em consideração, ademais e principalmente, as reais condições em que os profissionais da educação estão desenvolvendo o seu trabalho cotidiano nas instituições educacionais.”
Esses fatores poderiam explicar por que, quando chegam à escola, os livros são ‘escondidos’, sem serem disponibilizados para a comunidade (leia mais na página 43). Para Brandão, da Unesp, o triste cenário atual só vai melhorar se houver vontade política em todas as esferas. “É preciso entender as responsabilidades dos níveis da federação. O governo federal tem o PNBE, os municípios têm a obrigação de gastar 25% da receita dentro da escola. Agora é preciso usar esses recursos disponíveis”, afirma.

Trabalho de longo prazo

No ranking de escolas com e sem bibliotecas no Brasil, o estado em melhor situação, o Rio Grande do Sul, tem 74% das escolas de nível fundamental e 95% das de nível médio com bibliotecas. O bom resultado, no entanto, vem de um trabalho bem anterior à legislação de 2010.
Na década de 1950 foi criado dentro da secretaria de Educação um setor responsável pelas bibliotecas. Em 1988, foi estabelecido um “horário semanal de leitura” no currículo da rede estadual. Em 1989, a Constituição Estadual determinou que as escolas públicas e particulares deveriam ter bibliotecas. Desde então, o Conselho Estadual de Educação só aprova a abertura de novas instituições se elas tiverem o equipamento. Pela lei estadual, o acervo mínimo é de quatro volumes por estudante.
“A continuidade das políticas públicas faz a diferença”, afirma a bibliotecária Maria do Carmo Ferreira Mizetti, coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares.
Mesmo assim, apesar das décadas seguidas de esforço, ainda faltam 1.700 bibliotecas escolares no Rio Grande do Sul. Maria do Carmo aponta algumas dificuldades. “Em algumas escolas, o número de alunos aumentou e a biblioteca acabou virando sala de aula. Em escolas muito pequenas, o acervo fica inteiro numa estante, não há uma biblioteca de fato.”
A coordenadora também cita a falta de biblioteconomistas como entrave para a evolução das já existentes. “Estamos terminando um manual sobre o funcionamento de uma biblioteca, para que o profissional que assumir possa ter métodos eficientes de trabalho.”

Confusão de nomes

O estado mais rico do Brasil, São Paulo, contraditoriamente aparece no Censo Escolar como um dos menos equipados, ficando abaixo da média nacional, com bibliotecas em 29% dos estabelecimentos de ensino de nível fundamental. A rede estadual é a de pior índice entre os 26 estados e Distrito Federal: somente 9% das escolas oferecem bibliotecas a seus alunos. No ensino fundamental, são 433 escolas com bibliotecas e um déficit de 4.455.
Segundo a secretaria estadual de Educação, porém, todas as escolas possuem acervo disponível aos alunos para consulta e leitura. O baixo índice alcançado no levantamento oficial do MEC seria um problema de nomeclatura. Existe um programa oficial da secretaria chamado Salas de Leitura – mas na prática elas funcionam como bibliotecas normais.
No entanto, ao responder o Censo, os dirigentes das escolas assinalam que elas possuem “salas de leitura” em vez de “bibliotecas”. Segundo a secretaria, quase três mil escolas participam do programa Salas de Leitura, número que equivale a 65% de todas as unidades da rede.
Aberta das 7h às 23h, durante todos os turnos de aula, a sala de leitura da Escola Estadual João Octavio dos Santos, no morro do Bufo, em Santos, se parece com uma biblioteca tradicional. Estantes de livros separados por temas e indicação de faixa etária recobrem as paredes. No meio da sala, decorada com desenhos de alunos, estão dispostas seis mesas circulares com cadeiras. Há também uma TV com aparelho de DVD e um data-show, além de mesa para atendimento.
“Não temos a figura do bibliotecário, mas dois professores ficam responsáveis pela sala. Eles receberam treinamento para a função e trabalham muito o lado pedagógico”, afirma a diretora, Maria Madalena de Almeida Serralva. “Se um aluno teve uma aula sobre a Segunda Guerra e se interessou pelo assunto, eles podem indicar os livros de história, ou de literatura, que tratem do tema”, exemplifica Maria Madalena sobre como o trabalho da sala é naturalmente articulado com o currículo.
Com livre acesso a todos os alunos, e também aos pais, a sala possui um acervo que atende desde o primeiro ciclo do fundamental ao ensino médio. “As crianças menores são as que mais leem. Muitas vêm aqui no recreio e leem um depois do outro. É importante para formar o hábito”, afirma a diretora.
Os controles de empréstimos ainda são feitos em cadernos de papel, escritos à mão. A informatização da sala está prevista para este ano. A secretaria de Educação informou que há um sistema específico para as bibliotecas da rede, em que é possível consultar o acervo de todas as escolas já conectadas e, se for preciso, o estudante pode buscar um livro em uma outra unidade. A reportagem da revista Educação visitou também salas de leitura de outras quatro escolas na capital paulista e todas seguem o mesmo padrão.
Cabe perguntar se, independemente da nomenclatura, os alunos brasileiros apartados do mundo da leitura poderão enfrentar deficiências não apenas na vida escolar, mas na vida prática, e no seu papel como cidadãos.

Biblioteca móvel leva leitura e cultura para crianças e adultos de Palmas

Objetivo é encurtar a distância entre os leitores e os livros.
São mais de 3,5 mil livros, revistas e jornais disponíveis gratuitamente.
 

Bilibioteca móvel percorrerá as regiões norte e sul de Palmas (Foto: Divulgação/Sesc)
Biblioteca móvel percorrerá as regiões norte e sul de Palmas (Foto: Divulgação/Sesc)
 
A partir da próxima segunda-feira (17), a biblioteca móvel do Serviço Social do Comércio (Sesc) de Palmas percorrerá oito bairros das regiões sul e norte da capital (veja a relação na tabela abaixo).
 
Segundo a instituição, o 'BiblioSesc', como foi chamado o caminhão, estará carregado com mais de 3,5 mil livros, revistas e jornais de diversos gêneros, para atender gratuitamente aos públicos infantil, jovem e adulto.
 
"Um dos principais objetivos do BiblioSesc é encurtar a distância entre o leitor e o livro, por isso, a unidade veicula por diversos locais, formando um público leitor e desenvolvendo a cultura da leitura", informou o Sesc.
 
De acordo com as informações, além do acervo de livros, o caminhão tem uma área onde o público pode circular. O veículo também tem coberturas laterais, toldo e espaço para leitura e consulta. "As pessoas ainda contam com o auxílio de profissionais treinados para orientar na escolha dos livros."

O BiblioSesc atende das 9h às 16h e os interessados devem se cadastrar na unidade e ficar atento aos prazos de devolução.




Fonte: http://glo.bo/NzHMmB