Promoção HQs todos os dias!


Responda a pergunta de hoje (para saber, basta ler o QRcode acima) e preencha o formulário: link

Você pode ser um dos sorteados! São 3 sorteios de Histórias em Quadrinhos/HQs por dia.

Além dos sorteios de Histórias em Quadrinhos/HQs você pode concorrer a mais de 100 bônus de R$ 20,00 enviado seu nome e curso para e-mail: promocao@ligahq.com.br



Boa sorte!

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HQs todos os dias!!!


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Além dos sorteios de Histórias em Quadrinhos/HQs  você pode concorrer a mais de 100 bônus de R$ 20,00 enviado seu nome e curso para e-mail: promocao@ligahq.com.br

Boa sorte!

Promoção HQs todos os dias!


Durante a semana de 8 a 12 de agosto, 3 vezes ao dia, a Biblioteca irá sortear HQs para os que responderem perguntas sobre o universo dos quadrinhos. Além dos sorteios de HQs você poderá concorrer a mais de 100 bônus de R$ 20,00. Para isso, basta enviar seu nome e curso para o e-mail promocao@ligahq.com.br

As perguntas e dicas estarão pela Biblioteca (a começar pelo cartaz, na porta de entrada).

Para participar basta você seguir estes passos:

É muito fácil!

1º) Com seu celular, acesse o site: http://www.i-nigma.mobi (para iPhone, entre no App Store)

2º) Faça o download do leitor de QRcode

3º) Abra o aplicativo e use a câmera

4º) Mire ou fotografe a imagem

5º) Pronto! Você descobrirá qual é a pergunta do dia. E, se souber a resposta, basta escrevê-la em nosso blog e você já estará participando do sorteio. Boa sorte!

A cada dia uma nova pergunta com algumas pistas espalhadas pela Biblioteca (todas em formato de QRcode).

Serão 3 sorteios todos dias desta semana. Os ganhadores serão avisados por e-mail.


Livreiro do Alemão cria "barracoteca" na favela

Por Emilo Sant´anna

Enquanto traficantes do Comando Vermelho em fuga trocavam tiros com a polícia e soldados do Exército durante a ocupação dos complexos da Penha e do Alemão, em novembro de 2010, Otávio Júnior, 27, escrevia.

Sem poder sair de casa, finalizava "O Livreiro do Alemão" --seu ingresso no mundo dos escritores-- e preparava-se para instalar a primeira biblioteca do conjunto de 13 favelas na zona norte do Rio com quase 400 mil pessoas.

"Quando os confrontos eram muito acirrados, eu produzia muito. Escrevia enquanto as balas "comiam" para cima e pra baixo."

Paula Giolito/Folhapress
Otávio Júnior criou a "Barracoteca Hans Christian Andersen"; no ensino médio, ele matava aula para ir à biblioteca

Biblioteca? Na verdade, trata-se da "Barracoteca Hans Christian Andersen" -corrige Otávio. O nome é uma homenagem ao escritor dinamarquês autor de contos como "A Pequena Sereia" e "A Roupa Nova do Rei".

O local um antigo salão de forró no morro do Caracol, Complexo da Penha, funciona desde maio e será inaugurado oficialmente em 22 de agosto, dia do Folclore.

Parte dos livros é doação do Ministério da Cultura, o resto foi amealhado por Otávio durante os dez anos em que andou por todo o Complexo da Penha e do Alemão, com uma mala na mão, oferecendo livros emprestados aos moradores.

O investimento foi de R$ 7.000. Como não tinha nem a décima parte desse valor, a solução foi apelar a conhecidos e desconhecidos. "Passei o chapéu, mas passei o chapéu virtual", diz.

No blog Ler é 10 - Leia Favela (leredezleiafavela.blogspot.com), o jovem anunciou a barracoteca. Em três meses reuniu a quantia necessária.

Filho de pedreiro, chamou o pai para reformar o local.

Otávio narra em "O Livreiro do Alemão" (Panda Books) como seu amor à literatura se deu quase por acaso. Aos oito anos, saía de casa todo dia para ver as peladas no campo de terra da comunidade.

"Naquele dia, passei em frente a um lixão e havia uma caixa com brinquedos velhos e um livro", conta. "À tarde faltou luz e como não podíamos assistir a televisão preto e branco, lembrei do livro."

IMPACTO

O "impacto da literatura" mudou a vida do menino. A paixão cresceu a ponto de, no ensino médio, desenvolver um hábito: matar aula, tomar um ônibus, andar 20 km e ir para a biblioteca do Museu da República, no centro. "Chegava a ler dez livros por dia."

Era então um tempo difícil. A família enfrentava o alcoolismo do pai de Otávio.

"Minha mãe ficou louca quando descobriu. Porém, sabia que eu matava aula mas estava bem acompanhado."

Fonte: Folha.com

"Bicicloteca" empresta livros para moradores de rua em SP

Alessandro Shinoda/Folhapress


A Revolução dos Bichos, de George Orwell (1903-1950), é o livro que mais impressionou o ex-morador de rua Robson Mendonça, 60, gaúcho de Alegrete. Por gostar de ler, e não poder pegar nada emprestado de bibliotecas públicas por não ter comprovante de endereço, ele tinha um sonho. Quando melhorasse de vida, criaria uma biblioteca só para pessoas da rua. Ontem, em pleno Marco Zero da capital paulista, na praça da Sé, lá estava ela.

A bicicloteca -uma bicicleta equipada com um baú atrás com centenas de livro dentro- fez a sua estreia. "Até agora [por volta das 15h] 80 livros foram retirados", diz Mendonça, exibindo a lista de nomes escritos à mão em um caderno. Quem pega um livro tem duas opções: ou passa adiante para quem quiser ler, ou devolve para a bicicleta. Todo acervo do projeto, bancado exclusivamente por parceiros privados, é fruto de doações. No baú, títulos de Truman Capote, Lima Barreto e Graciliano Ramos.

Mendonça conta que perdeu a mulher e dois filhos em um acidente. Essa foi uma das causas que o levou para a rua, onde permaneceu por seis anos, até 2003. "Perdi tudo após um golpe. Com documentos falsos, levaram o que tinha na conta do PIS/PASESP", diz.

Hoje, ele dirige uma ONG para pessoas das ruas. "Atendemos 380 desde janeiro".

(EDUARDO GERAQUE)

Promotoria troca processo por doação de livros no interior de SP

Por Elida Oliveira

Suspeitos de cometerem crimes federais leves em São Carlos (232 km de São Paulo) estão se deparando com uma proposta "inusitada" do Ministério Público Federal: doar livros em vez de responder ao processo.

O acordo começou a ser proposto há sete meses para casos em que a punição seria inferior a dois anos e para suspeitos sem antecedentes criminais. Se enquadram nessa situação crimes como falso testemunho, contrabando, descaminho e desacato, por exemplo.

Até agora, três processos já terminaram em acordo, e 80 novos livros chegaram às prateleiras de bibliotecas do município. Um quarto acordo foi fechado na última semana e renderá mais R$ 1.650 em livros, valor que será dividido em dez vezes.

Segundo o procurador Ronaldo Ruffo Bartolomazi, 34, que desenvolve a parceria com a Secretaria da Educação de São Carlos, o acordo é facultativo e pode ser feito antes do início do processo ou durante o andamento.

De acordo com a secretária da Educação de São Carlos, Lourdes Moraes, os supostos infratores escolhem os títulos em uma lista elaborada pela pasta.

O futuro doador vai à livraria, compra os livros conforme o valor da multa, os leva à secretaria e, se quiser, entrega na biblioteca.

O projeto de São Carlos foi inspirado em um que existe em Presidente Venceslau desde 2010. O juiz Silas Silva Santos, 34, decidiu aplicar a doação de livros no lugar das cestas básicas em casos de crimes leves --como porte de droga e lesões corporais. De acordo com ele, em um ano, foram doados mil livros a 16 escolas.

Fonte: Folha.Com

Mário Chamie

Nosso poeta, professor e diretor do Instituto Cultural ESPM morreu ontem, 3 de julho, aos 78 anos.

Mário Chamie, nasceu em 1º de abril de 1933, em Cajobi, no interior de São Paulo. Foi secretário municipal de Cultura entre 1973 e 1983, em sua gestão criou o Centro Cultural São Paulo, a Pinacoteca Municipal de São Paulo e o Museu da Cidade de São Paulo.

Escritor, ensaísta, poeta e criador do movimento Poesia-Práxis. Era membro da Academia Paulista de Letras, desde 1992, vencedor do Prêmio Jabuti, por sua obra Lavra Lavra. Desde de 2007 era locutor do programa 50 por 1 da Rede Record e era também colaborador do Estado de S. Paulo.

Livro de Darwin é devolvido à biblioteca australiana com 122 anos de atraso

Os funcionários da Camden Library, em Sidney, na Austrália, nem sabiam, mas uma cópia do importante (e raro) livro Insectivorous Plants, de Charles Darwin, fazia parte de seu acervo. Mas não por incompetência. O problema é que ele foi emprestado há muito tempo...122 anos, mais precisamente.

Eles só ficaram sabendo da existência do livro esta semana, depois que uma universidade local herdou uma coleção particular. O exemplar estava nas mãos do tal colecionador, um senhor cujo nome não foi divulgado, há pelo menos 50 anos. Por onde ele andou nos 72 anteriores, porém, ninguém faz ideia.

E para quem já está se perguntando o valor da multa, ela até foi calculada: US$ 35 mil dólares australianos (quase R$ 60 mil), mas ninguém vai ter que colocar a mão no bolso. O livro foi devolvido justamente no “mês de anistia de multas”, promovido pela biblioteca para ajudar instituições de caridade: em vez de pagar a taxa pelo atraso, os leitores são incentivados a fazer doações.

O empréstimo aconteceu no dia 30 de janeiro de 1889, conforme atesta um selo colado até hoje na contracapa. “Eles viram o selo e nos mandaram de volta (o livro). Ficamos absolutamente maravilhados, eis esse fantástico livro antigo que pode voltar ao nosso acervo”, comemora a gerente de serviços comunitários da biblioteca, Linda Campbell.

A instituição, agora, parece não estar nem um pouco disposta a arriscar: o livro jamais será emprestado novamente. “Ele será preservado, estará aqui, as pessoas poderão vê-lo, mas ele não sairá por empréstimo”, explica Campbell.

Fonte: Virgula

FESTA JUNINA E COMEMORAÇÃO DE ANIVERSÁRIOS


Hoje foi dia de festa na Biblioteca! Festa junina e comemoração dos aniversários do Adilson, Izilda e Danyele.

Aos aniversariantes parabéns e desejamos felicidade e sucesso.


Clique na imagem abaixo e veja as fotos:

Comemoração de aniversários



Festa Junina

Biblioteca Guita e José Mindlin ganha nova sede na USP

A nova biblioteca será em um prédio de 20 mil metros quadrados.Ela vai abrigar uma coleção de 40 mil volumes. São obras raras de literatura brasileira e portuguesa, entre outras.




Fonte: Globo Vídeos

Biblioteconomia

A profissão foi abordada no programa "Espaço Documentário", exibido pela TV Justiça, em 30 de maio. Realizado pelo Núcleo de Memória Histórica do Supremo Tribunal Federal, com a coordenação editorial de Pedro Del Picchia, o programa, de cerca de 30 minutos, abordou as diversas funções e papéis do bibliotecário, presente nas comunidades, bibliotecas, universidades, escolas e organizações.

Participaram: Evanda Verri Paulino CRB-8/1273, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo (CRB-8), Katharina Berg CRB-8/4980, diretora da América Latina da Associação Internacional de Biblioteconomia Escolar (IASL), Regina Fazioli CRB-8/2491, coordenadora da Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo, Valéria Valls CRB-8/5243, coordenadora da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP, e Yara Rezende CRB-8/2725, gerente de informação da Natura Cosméticos, além de vários bibliotecários.

Assista aos programas:





Novos colaboradores

Nas últimas semanas vários colaboradores passaram a integrar o time da Biblioteca.

Confira quem são eles:

Sejam bem vindos!

Aniversariantes do mês de maio

A equipe da Biblioteca Central ESPM-SP se reuniu hoje para comemorar o aniversário dos colaboradores: Marcos, Henrique Ribeiro e Cristina (foto).

Parabéns e desejamos felicidade e sucesso.

Clique na imagem abaixo e veja mais fotos


Bibloteca de NY completa cem anos

A Biblioteca Pública de Nova Iorque, fez 100 anos essa semana, foi fundada no século 19. Atualmente sua coleção supera 50 milhões de itens entre estes mais de 20 milhões de livros.

Dentro deste novo contexto da era digital e plataforma participativa da Web 2.0, a Biblioteca Pública de Nova Iorque tem experimentado diferentes tecnologias: aplicativos para smartphones e tablets, jogos de realidade aumentada, empréstimo de laptops para trabalho.

No espaço online, a Biblioteca foi inovadora ao ser uma das primeiras cinco parceiras do Google Books e por disponibilizar seu arquivo de imagens de maneira gratuita através de sua Galeria Digital. Criada em 2005, ela dá acesso a um banco de 700.000 imagens de fotos e ilustrações que pertencem aos arquivos da biblioteca, e podem ser baixadas livremente do site. A galeria já ganhou menções positivas no Times e no Archives & Museum Informatics por sua qualidade técnica.

A GENTE SOMOS INÚTIL

Na semana passada trechos do livro didático "Por uma Vida Melhor", da Coleção Viver, Aprender, voltado para a educação de jovens e adultos (EJA), deu o que falar!

O livro apresenta textos com erros de concordância.

Mas a surpresa geral e o que acabou causando polêmica foi a aprovação do MEC.

Para o órgão, o papel da escola é não só o de ensinar a forma culta da língua, mas também o de combate ao preconceito contra os alunos que falam “errado”.

Em um outro exemplo, os autores mostram que não há problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. Ao defender o uso da linguagem popular, os autores afirmam que as regras da norma culta não levam em consideração a chamada língua viva.

Uma das autoras do livro, a professora Heloisa Ramos, declarou que a intenção era deixar aluno à vontade por conhecer apenas a linguagem popular, e não ensinar errado.

Há os que defendem que não existem erros gramaticais naturais, ou seja, na forma como se fala. Um dos defensores desta ideia é o professor, tradutor, escritor e linguista e doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), Marcos Bagno que milita contra toda forma de exclusão social pela linguagem.

E agora, José?*

Há os que estão do lado oposto, como o jornalista Clóvis Rossi. Em seu artigo "Inguinorança" publicado na Folha de S. Paulo em 15/5, Rossi que classifica o livro aceito pelo MEC como "criminoso". O texto do jornalista inicia-se assim:

"Não, leitor, o título acima não está errado, segundo os padrões educacionais agora adotados pelo mal chamado Ministério de Educação. Você deve ter visto que o MEC deu aval a um livro que se diz didático no qual se ensina que falar "os livro" pode.
Não pode, não, está errado, é ignorância, pura ignorância, má formação educacional, preguiça do educador em corrigir erros. Afinal, é muito mais difícil ensinar o certo do que aceitar o errado com o qual o aluno chega à escola."

Diante de tanta polêmica, lançamos o convite à reflexão e discussão: E você, o que acha disso?

Compartilhe seus comentários.

Para saber mais sobre o assunto:


* Pergunta de algumas estrofes do poema "José" de Carlos Drummond de Andrade

Leitura: obrigação ou prazer?

Texto de Mariana Caminha
A coisa só vai mudar mesmo, na prática, ano que vem. Mas já se pode dizer que o currículo das escolas inglesas passa hoje por uma grande revisão, especialmente no que toca ao ensino da língua.

É que o governo da Inglaterra está com os olhos voltados para o que as crianças andam lendo na escola. Na verdade, preocupa-se com o que os alunos estão deixando de ler nos primeiros anos de ensino formal.

O ministro da Educação inglês, Michael Gove, é quem lidera a revolução que está para acontecer. Ele, que se diz tradicional quando o assunto é ensino, acredita que as escolas afrouxaram o aprendizado e dá como exemplo os alunos de segundo grau, que leem cerca de dois romances por ano. Segundo Gove, o ideal era que fossem 50 livros, pelo menos.

Por isso, o Ministério da Educação quer implementar uma lista de leitura obrigatória, de livros e autores, para crianças entre 5 e 11 anos. O problema seria, então, corrigido ou evitado ainda no primeiro grau.

Vocês não imaginam o debate que a ideia está gerando no país. E olha que a medida ainda nem saiu do papel. Enquanto autores de livros infantis se pronunciam, e dizem que professores têm de ter a liberdade de indicar as obras que mais se adequam ao perfil de seus alunos, especialistas em educação afirmam que a medida vai fazer com que os alunos passem a detestar ler.

“Esse Michael Gove é um totalitário, um ditador da leitura!”, exageram.

Quase que inevitavelmente, a história me faz lembrar de outro ditador do ramo, só que brasileiro, um professor da Universidade de Brasília.

“Ditador” e “louco” eram provavelmente os adjetivos mais sutis dados pelos alunos a Gilson Sobral, do Departamento de Letras, um professor igualmente adorado e odiado pelos universitários. A semelhança entre Sobral e Gove? Uma infame lista de obras imposta aos alunos.

A ideia de Sobral era simples: apresentar aos jovens uma relação de clássicos da Literatura e obrigá-los a ler um por semana. Para certificar-se do cumprimento da tarefa, elaborava provas extremamente específicas, aplicadas todas as segundas-feiras. Não dava para enganar o ditador. Quem trocasse os livros por resumos tirados da Internet não conseguia fazer a prova. Era reprovação na certa.

Foi assim que eu, aos 18 anos, fui apresentada a Cervantes, Dante Alighieri, Platão, Camões, entre tantos outros gigantes da literatura mundial. Sobral foi o meu primeiro professor na UnB, e o mais importante deles.

Pode ser que eu tenha tendências totalitárias. Afinal de contas, apliquei o método “sobraliano” a meus alunos de literatura no segundo grau, à época em que me aventurei pelo magistério…

Testemunhei os protestos enfrentados por Sobral no Brasil. Já para Gove a situação é ainda mais difícil, pois sua sala de aula é infinitamente maior, um país inteiro. A eles, defensores da imposição de que os jovens devem ler os clássicos, opõem-se os que dizem não haver nada mais favorável à literatura… do que o prazer de ler, a deliciosa experiência de devorar um bom livro. O ideal, penso, é o meio termo entre as duas convicções. Belo desafio para os professores, de quem já fui colega um dia…

Mariana Caminha é formada em Letras pela UnB e em jornalismo pelo UniCEUB. Fez mestrado em Televisão na Nottingham Trent University, Inglaterra. Casada, mora em Londres, de onde passa a escrever para o Blog do Noblat sempre às segundas-feiras. Publicou, em 2007, o livro Mari na Inglaterra - Como estudar na ilha...e se divertir

Fonte: Blog do Noblat

Biblioteca Parque de Manguinhos



Em uma área de 2.3 mil metros quadrados e com um acervo de 25 mil livros, 650 filmes e três milhões de música, a Biblioteca Parque de Manguinhos é inspirada nas bibliotecas parques de Medelin e Bogotá e vai atender a 16 comunidades da região.

Bem mais que uma biblioteca no conceito tradicional, trata-se de um espaço cultural e de convivência, que oferece à comunidade áreas como, biblioteca digital, CDteca, DVDteca, internet comunitária e rede wi-fi, jardim de leitura, brinquedoteca, um setor de periódicos e uma sala multiuso. Em breve terá também um cineteatro. O espaço tem um setor específico com acervo para deficientes visuais.

Baseada no conceito de que bibliotecas não devem ser espaços silenciosos, mas lugares que se aproximem de centros culturais, a Biblioteca Parque de Manguinhos realizará atividades culturais e de leitura de maneira ampla, e atuará como instrumento de educação e de formação de cidadãos.

A biblioteca parque conta ainda uma sala – denominada "Meu Bairro" – para reuniões da comunidade. No espaço cultura, haverá leitura, cursos, oficinas, estágios, intercâmbios e atividades dedicadas às crianças e aos jovens.

Segundo a Superintendente de Leitura e Conhecimento da SEC, Vera Saboya, esse espaço tem importante papel nas comunidades a que servirá.

“A Biblioteca Parque é uma biblioteca pública multifuncional em área de risco e, assim, contribui para a diminuição da violência, criando um espaço de convivência da comunidade. A Cultura tem papel decisivo na construção de um cidadão crítico e confiante de seu papel criador na sociedade. Assim, transforma através da reflexão, da criação e da alegria”, diz Vera.

A Academia Brasileira de Letras é madrinha da Biblioteca Parque de Manguinhos, a qual apoia com a doação de livros, consultoria a cerca da aquisição de novos títulos para atualização do acervo e orientação sobre a programação de seminários. No futuro, lançará, em parceria com a Secretária de Estado de Cultura, o prêmio de literatura da Biblioteca Parque de Manguinhos e da Academia Brasileira de Letras.

Bibliotecas Parque são na verdade centros culturais, idealizados para o convívio comunitário. São chamadas bibliotecas, mas possuem também acervos sonoros, audiovisuais, auditórios e cine-teatros. Na América Latina, a Colômbia foi a pioneira em utilizar esse tipo de espaço como política de desenvolvimento humano, situando-as em favelas de cidades como Bogotá e Medellin. No Brasil, a primeira iniciativa do tipo foi a Biblioteca São Paulo, construída no local onde ficava o antigo presídio do Carandiru. "Onde há cultura, a violência não sobrevive", disse Juca Ferreira, Ministro da Educação que esteve presente à inauguração em Manguinhos.






Em entrevista no portal Cultura.rj, a secretária de Cultura Adriana Rattes faz um retrospecto do primeiro ano de vida da Biblioteca-Parque de Manguinhos


A Biblioteca Parque de Manguinhos fica na Avenida Dom Helder Câmara, 1184 – Benfica. A biblioteca funciona de terça à quinta-feira, de 10h às 20h, sexta-feira, de 10h às 21h, sábado e domingo, de 11h às 21h.


Coordenadora: Ivete Miloski
Av. Dom Helder Câmara, 1184
Benfica – Rio de Janeiro
CEP 20.973-012
Tel: (21) 2334-8915/ 2334-8917/ 2334-8916




Fotos do Bibliotecários Sem Fronteiras e do Flickr do Governo do Rio (todas do fotógrafo Paulo Botelho)


Fonte: Secretaria da Cultura RJ,  Bibliotecários Sem Fronteiras, Portal Literal

Unesp inaugura novo jeito de editar livros acadêmicos

Com a Coleção de Publicações Digitais da PROPG a Unesp sai na frente e lança, os primeiros 44 títulos de sua coleção digital de livros. Em 10 anos, serão 600 obras. Não se trata de digitalização do acervo, como se tem observado, mas de livros que já nascem digitais. O download das obras (em pdf) é gratuito e dura poucos segundos. Antes disso, porém, é necessário fazer um cadastro simples.

A iniciativa é resultado da parceria da Fundação Editora Unesp (FEU) com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unesp, que criaram em 2009 um programa de publicação de livros digitais nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais e Aplicadas, Linguística, Letras e Artes. Os trabalhos foram selecionados pelos conselhos de programas de pós-graduação e editados na Coleção de Publicações Digitais da PROPG pelo selo Cultura Acadêmica.

No site, além dos livros, o leitor encontra entrevistas com cada um dos autores e textos sobre as obras. A iniciativa inaugura um novo jeito de editar livros acadêmicos no Brasil.


Relação dos títulos por Programa de Pós-Graduação

Artes
Circos e palhaços brasileiros - Mario Fernando Bolognesi

Francisco Brennand: aspectos da construção de uma obra em escultura cerâmica - Camila da Costa Lima

Ciência da Informação
A indexação de livros: a percepção de catalogadores e usuários de bibliotecas universitárias. Um estudo de observação do contexto sociocognitivo com protocolos verbais - Mariângela Spotti Lopes Fujita (Org.)

Tecnologia e gestão pública municipal: mensuração da interação com a sociedade - Ricardo César Gonçalves Sant`Ana

Ciências Sociais
Políticas de segurança pública no estado de São Paulo - Luís Antônio Francisco de Souza (Org.)

Cultura Gaúcha e separatismo no Rio Grande do Sul - Caroline Kraus Luvizotto

Comunicação
Representações, jornalismo e esfera pública democrática - Murilo César Soares

História e comunicação na nova ordem internacional - Maximiliano Martin Vicente

Design
Design e planejamento: aspectos tecnológicos - Marizilda dos Santos Menezes e Luis Carlos Paschoarelli (Org.)

Design e ergonomia: aspectos tecnológicos - Marizilda dos Santos Menezes e Luis Carlos Paschoarelli (Org.)

Direito
As interfaces do direito agrário, dos direitos humanos e a segurança alimentar - Elisabete Maniglia

Economia
A evolução recente do setor bancário no Brasil - Patrícia Olga Camargo

Crescimento econômico no estado de São Paulo: uma análise espacial - Rodrigo de Souza Vieira

Educação
O ensino da filosofia no limiar da contemporaneidade: o que faz o filósofo quando seu ofício é ser professor de filosofia? - Rodrigo Pelloso Gelamo

Educação Escolar
(Im)pertinências da educação: o trabalho educativo em pesquisa - Maria Lúcia de Oliveira (Org.)

Complexidade da formação de professores: saberes teóricos e saberes práticos - Marilda da Silva

Educação para a Ciência
Ensino de Ciências e matemática I: temas sobre formação de conceitos - Roberto Nardi (Org.)

Ensino de Ciências e matemática II: temas sobre formação de conceitos - Ana Maria de Andrade Caldeira (Org.)

Estudos Línguísticos
Dicionário de dermatologia - Lídia Almeida Barros (Coord.)

Estudos Literários
A ironia e suas refrações: um estudo sobre a dissonância na paródia e no riso - Camila da Silva Alavarce

Lira dissonante: o grotesco na lírica romântica brasileira - Fabiano Rodrigo da Silva Santos

Filosofia
As paixões humanas em Thomas Hobbes: entre a ciência e a moral, o medo e a esperança - Hélio Alexandre da Silva

O problema da motivação moral em Kant - Hélio José dos Santos Souza

Geografia
As chuvas e as massas de ar no estado de Mato Grosso do Sul: estudo geográfico com vista à regionalização climática - João Afonso Zavattini

Da produção ao consumo: impactos sócio-ambientais no espaço urbano - Silvia Aparecida Guarnieri Ortigoza e Ana Tereza Caceres Cortez (Orgs.)

História
A democracia impressa: transição do campo jornalístico e do político e a cassação do PCB nas páginas da grande imprensa brasileira, 1945-1948 - Heber Ricardo da Silva

Carlos Octavio Bunge e José Ingenieros: entre o científico e o político. Pensamento racial e identidade nacional na Argentina (1880-1920) - Camila Bueno Grejo

A diplomacia da americanização de Salvador de Mendonça (1889-1898) - Gabriel Terra Pereira

O ayllu andino nas crônicas quinhentistas - Ana Raquel Marques da Cunha Martins Portugal

Letras
Vozes femininas da poesia latino-americana: Cecília e as poetisas uruguaias - Jacicarla Souza da Silva

Adolfo Caminha: um polígrafo na literatura brasileira do século XIX Vol. I e II - Carlos Eduardo de Oliveira

Fragmentos do contemporâneo: leituras - Sérgio Vicente Motta e Susanna Busato (Org.)

O percurso da indianidade na literatura brasileira: matizes da figuração - Luzia Aparecida Oliva dos Santos

Linguística e Língua Portuguesa
O percurso dos gêneros do discurso publicitário: uma análise das propagandas da coca-cola - Ana Lúcia Furquim Campos-Toscano

Linguagem, educação e virtualidade: experiências e reflexões - Ucy Soto, Mônica e Isadora (Orgs.)

Música
Laurindo Almeida: dos trilhos de Miracatu às trilhas em Hollywood - Alexandre Francischini

Psicologia
Cartografias do envelhecimento na contemporaneidade: velhice e terceira idade - Mariele Rodrigues Correa

Cadê o brincar? Da educação infantil para o ensino fundamental - Flávia Cristina Oliveira M. de Barros

Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem
Aprendizagem e desenvolvimento humano: avaliações e intervenções - Tânia Gracy Martins do Valle (Org.)

Serviço Social
Educação permanente em saúde para os trabalhadores do SUS - Fernanda de Oliveira Sarreta

A construção do perfil do assistente social no cenário educacional - Maria Cristina Piana

Recomeçar: família, filhos e desafios - Nayara Hakime Dutra Oliveira

As empresas familiares da cidade de Franca: um estudo sob a visão do serviço social - Maria José de Oliveira Lima

Sociologia
A formação cultural dos jovens do MST: a experiência do assentamento Mário Lago, em Ribeirão Preto (SP) - Frederico Daia Firmiano.

Fonte: Publishnews

Feliz Aniversário!!!

Quinta-feira de festa para a colaboradora  Aline. Ela recebe os mais sinceros votos de felicidade e sucesso de todo o time da Biblioteca Central ESPM.

Clique na foto abaixo e visite o álbum.

Lygia Fagundes Telles completa 88 anos

Nascida em 19 de abril de 1923, Lygia completa 88 anos, e suas obras continuam a gerar comentários, agrados e outras histórias. Conhecer sua literatura é dar de cara com personagens interessantes, misteriosos, viscerais. Há toda uma construção na literatura da prestigiada escritora, que usa e abusa das vozes, do pensamento alto e da confusão.

"Ciranda de Pedra" é seu primeiro romance (já havia publicado livros de contos anteriormente), lançado em 1954, e causando espanto em alguns críticos, pela solidez das ideias de uma moça, que nem sequer era professora ou jornalista, mas sim advogada. Formou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, e nunca largou a profissão, tendo se aposentado como procuradora no Instituto de Previdência do Estado de São Paulo.

Na década de 70, o livro de contos "Antes do Baile Verde" é premiado na França, e Lygia apresenta seu terceiro romance "As Meninas", uma das obras mais conhecidas de sua carreira, que narra os desencontros de três garotas durante a ditadura militar.

Lygia é uma escritora engajada e vive a questão do terceiro mundo, buscando em suas obras tocar nos assuntos mesmo que de forma suave ou mascarada, contudo, sem esconder a realidade da cena de seu país.

A produção literária não cessa, e ao longo das décadas seguintes acumula os mais diversos méritos, a consagrá-la, definitivamente, em 2005 com o prêmio Camões, o mais prestigiado da língua portuguesa, pelo conjunto da obra.

Obras da autora no acervo da Biblioteca Central – ESPM

Ciranda de pedra. São Paulo : Martins, 1964.
Conspiração de nuvens. Rio de Janeiro : Rocco, 2007.
A disciplina do amor. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1980.
A estrutura da bolha de sabão e Quatro miniaturas. São Paulo : PUC-SP, 1997.
As meninas. Rio de Janeiro : J. Olympio, 1974.
Seminário dos ratos. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1984.
Venha ver o pôr-do-sol & outros contos. São Paulo : Ática, 1991.
Verão no aquário. Rio de Janeiro/São Paulo : Record, 1997.


Assista a Trechos do documentário "Lygia Fagundes Telles - A Inventora de Memórias", episódio da série "Mestres da Literatura", realizada para a TV Escola.







Série Saiba Tudo Sobre / Como Utilizar a Biblioteca

Muitas vezes você pode sentir-se perdido em uma  biblioteca, em meio a tantos livros, estantes, periódicos, tantos serviços oferecidos. Como encontrar o livro desejado? Como é a organização dos livros nas estantes?

Não entre em pânico.  Além da  orientação de um colaborador, você também tem à sua disposição a Série “Saiba Tudo sobre / Como Utilizar a Biblioteca” que foi criada especialmente para que os nossos usuários tenham orientação correta quanto à utilização dos serviços e produtos da Biblioteca da ESPM.

Textos elaborados na forma de diálogo, com perguntas e respostas que esclarecem, de maneira geral, as dúvidas mais frequentes sobre a utilização dos nossos serviços.

São 3 folders com diferentes temas que podem ser retirados nas Bibliotecas Central e Pós e há também a versão online no portal da ESPM que pode ser acessado clicando aqui.



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Equipe da Biblioteca da ESPM

Bibliotecas particulares têm instituições públicas como destino

Universidades recebem doações de acervos privados de livros

Foto: Jorge Rosenberg/iG
O advogado Ives Gandra em sua biblioteca: acervo de aproximados 30 mil livros já tem destino definido


Diferentemente do que ocorre normalmente com coleções de carros,de selos e até de obras de arte, cujas peças acabam passando pelas mãos de diversos colecionadores e raramente saem da esfera privada, as bibliotecas particulares, após anos de permanência com seus proprietários, muitas vezes são doadas para instituições que permitem a consulta pública de seus catálogos.

Foi o que ocorreu com os acervos particulares do bibliófilo José Mindlin (1914-2010), cuja biblioteca será inaugurada pela Universidade de São Paulo (USP) em 25 de janeiro de 2012, e do colecionador Delfim Netto, que entregou em fevereiro 250 mil exemplares à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), também da USP.

"O professor Delfim levantou questões sobre como seria a atualização desse acervo, o acesso ao público. Ele se preocupa com a preservação desta biblioteca e, como pesquisa e lê muito dentro dela, separamos um espaço para que ele continue utilizando-a aqui na FEA. É o mínimo que podemos dar em contra partida", explica Dulcineia Dilva Jacomini, diretora da biblioteca da FEA.

Assim como ocorreu com Delfim Netto, a preocupação com o destino de suas bibliotecas é comum entre colecionadores e bibliófilos. Se o ato de colecionar livros nasce de uma admiração pessoal por publicações e ganha corpo com o empenho da pessoa em adquirir obras, é quase certo que com o passar dos anos os livros de um acervo contemplem alguma instituição.

"Eu não creio que seja a questão de compartilhar. Não gostaria de compartilhar a minha biblioteca. Mas aí você pensa: 'Será que vou morrer e isso será vendido para um sebo?'. E essa preocupação, em saber que tudo aquilo possa se esfacelar, acaba dando uma destinação para a biblioteca", afirma José Salles Neto, presidente da Confraria dos Bibliófilos do Brasil.

De acordo com ele, proprietário de um acervo de 20 mil livros cujo destino ainda é incerto, essa é uma das questões comuns aos bibliófilos. Outra é a promessa de conseguir ler as obras que adquire. "Quando você começa a juntar livros, passa a ser mais importante ter o livro do que ler - mas a promessa existe. Perguntei certa vez ao doutor Mindlin como resolver isso e ele disse que não existe uma resposta, pois se trata de um ponto complicado da bibliofilia."

Dono de uma biblioteca de aproximados 30 mil exemplares, o advogado Ives Gandra Martins pode não ter lido todo o seu acervo, dividido em três locais distintos - uma parte na cidade de Jaguariúna e as outras duas em São Paulo, em sua residência e no escritório -, mas o conhece em sua totalidade. "Não tenho boa memória, mas tenho uma memória específica para isso", conta, animado.

Dividida em 16 setores, que compreendem assuntos como história, filosofia, literatura e direito, a biblioteca do jurista, que começou a se formar quando ele tinha 13 anos, já tem destino certo: será doada ao Instituto Internacional de Ciências Sociais, em São Paulo, de onde é presidente emérito. "Minha mulher e meus três filhos já têm conhecimento. No momento estamos terminando o prédio, que terá 2.500 metros quadrados."

Quando questionado sobre raridades do acervo que poderiam ir para a biblioteca da instituição, o advogado afirma que estes já foram doados. "Os meus livros raros, como uma edição completa da obra do Voltaire, publicada por volta de 1800, já doei para a Academia Paulista de Letras."

A relação do bibliófilo com edições antigas costuma ser peculiar. É comum, afirma José Salles Neto, que o colecionador deixe para ler o livro em uma edição comercial, reservando o exemplar mais antigo apenas para sua apreciação. "É importante não confundir bibliofilia com biblioteca. Existem pessoas que têm grandes bibliotecas, mas não seriam bibliófilos. Você pode ter dois mil livros e ser um grande bibliófilo, por exemplo. Isso vem da relação com o livro, não a quantidade."

Colega de Ives Gandra na Academia Paulista de Letras, o jornalista Erwin Theodor Rosenthal ainda não sabe dizer qual será o destino de seu acervo de sete mil exemplares. "Francamente, não tenho um lugar para encaminhar a minha biblioteca, e isso me preocupa. Só tenho uma filha, que se iniciou nos estudos pelo direito, mas depois foi para as ciências biológicas, e ela não tem interesse pelos livros que tenho (risos). Talvez doe os volumes a algum instituto."

Em comum, além da paixão pelos livros, os colecionadores têm preocupações em relação ao futuro das bibliotecas. "Fico preocupado com o livro digital. No entanto, o prazer de ler está muito ligado ao prazer de ter a obra na mão, até pelo seu cheiro. E não posso imaginar ter o mesmo prazer com esses aparelhos. Mas isso é a minha opinião de velho", brinca Theodor.

Buscando uma conciliação do antigo com o novo, Ives Gandra admite se encantar com o iPad, aparelho com capacidade de arquivar uma biblioteca inteira. "Estou com muito receio de que isso vá representar uma perda dessa volúpia que é pegar um livro, manusear página por página... O fato de essa geração se acostumar com as telas pode levar as bibliotecas clássicas a desaparecer no futuro."

Fonte: IG

Livro na hora de dormir

O fotógrafo japonês Yusuke Suzuki deu novo significado à expressão “dormir nos livros”. Um sentido, aliás, bem mais divertido - ao menos para as crianças.

Imaginativo, o artista criou uma cama em forma de livro; os lençóis fazem as vezes de páginas e podem ser virados.

A cama também tem espaço ideal para os pequenos brincarem e pode ser dobrada; assim o livro pode ser fechado durante o dia, deixando mais espaço livre no quarto.





Fonte: Zupi

Museu Martensen faz 10 anos

Por Willy Cesar*


O Museu da Comunicação Rodolfo Martensen completa 10 anos em 6 de abril de 2011. Foi em 2001, como um dos eventos da 8ª Festa do Mar, que o entregamos à comunidade, na rua Luiz Loréa, 261, 1º. andar, ainda hoje no mesmo local. O museu foi nascendo aos poucos, à medida em que os equipamentos da emissora que dirigíamos, a Rádio universidade do Rio Grande FM Educativa, aposentava equipamentos ultrapassados tecnologicamente. Para fundá-lo, levamos 10 anos. Foram indispensáveis os apoios da Fundação de Radiodifusão Educativa do Rio Grande (Furerg), da Noiva do Mar que forneceu quase todas as prateleiras metálicas, e do Museu Histórico que cedeu expositores de vidro. Dois anos depois, o acervo passou à Furg por doação da Furerg.

As peças históricas da exposição foram doadas por centenas de pessoas e por veículos de comunicação como as rádios universidade FM (Furg FM atual), Minuano e Cassino; Rede Nativa de Comunicação (rádio e TV), Organizações Risul (coleção d’O Peixeiro e exemplares do Agora), TV Pampa e Grupo RBS. Das sete mil peças iniciais, a maior parte eram discos de vinil. Hoje o acervo conta com mais de 20 mil peças. A maior parte está em permanente exposição aberta ao público gratuitamente.

O inventário do acervo ainda não foi feito. Como qualquer entidade cultural no Brasil, os obstáculos são os mesmos: faltam recursos e infraestrutura. Ainda não saiu da condição inicial de museu amador. É atendido por uma única pessoa, o abnegado jornalista Célio Soares e dirigido pela jornalista Rosane Borges Leite. Os museus verdadeiramente assim considerados precisam submeter cada peça histórica à pesquisa. A quase totalidade do acervo do Museu Martensen continua do mesmo jeito que chegou, sem catalogação e sem pesquisa sobre sua procedência, ano de fabricação, modelo etc. Isso um dia virá, se Deus quiser. Ainda assim, cumpre suas finalidades culturais de preservar para ensinar.

Dirigimos o museu até 9 de março de 2005. Hoje atuando como simples colaborador, encaminhamos dezenas de peças históricas como projetores de filmes, películas em celulóide, discos, rádios, televisor, eletrola e outras. Contando com a colaboração da Prefeitura/Smec, da Ipiranga e do Museu Martensen, editamos dois DVDs em 2006, em prosseguimento à série Rio Grande – Imagens do Século 20. Estamos desenvolvendo mais dois DVDs. Também realizamos pesquisa para lançar, em breve, o CD ‘No reino de dona Música’, com as divas do canto lírico da cidade, em gravações históricas das décadas de 1950 e 60.

Rodolfo Lima Martensen, Ruddy na intimidade, é o patrono. Ele esteve nas salas do museu que carrega seu nome em 27 de setembro de 1991.  A convite deste jornalista, gravou depoimento para o Projeto Memória, programa que apresentávamos na emissora universitária. Rio-grandino nascido em 1915, Martensen ase criou na rua Andradas quase esquina Marechal Floriano onde colocou no ar a primeira rádio pirata da cidade em 20 de setembro de 1931.

Ele tinha somente 16 anos de idade. No mês seguinte, a emissora EAX-4 transformada na Rádio Sociedade do Rio Grande foi ao ar como primeira estação de rádio oficial da cidade, iniciativa da Companhia Rio-grandense de Seguros. Tuberculoso, o jovem Ruddy mudou-se para o sanatório de São José dos Campos/SP não mais retornando, a não ser para visitas à familiares. Fixando-se em São Paulo capital, Ruddy construiu a mais brilhante carreira de um rio-grandino na área da Comunicação Social no Brasil. Foi rádio-ator, roteirista, produtor, publicitário e diretor de uma das mais importantes agências de propaganda do mundo: a Lintas, subsidiária da Unilever, Inglaterra. E para confirmar sua genialidade fundou a Escola Superior de Propaganda e Marketing, de São Paulo, a ESPM, dirigindo-a de 1952 a 1972. Primeiro curso superior de publicidade & propaganda da América Latina, a ESPM é, hoje, centro de excelência no País na área da Comunicação Social com filiais em vários estados brasileiros, incluindo o Rio Grande do Sul.

Martensen não foi só o menino prodígio da primeira rádio do Rio Grande e da experiência de colocar som num filme quando isso ainda não havia chegado aqui. Ele foi a mais cintilante figura do País na área da propaganda no século 20, respeitadíssimo publicitário e diretor de agência, professor de profissionais que ainda hoje atuam como José Bonifácio Sobrinho, o Boni, ex-Rede Globo; Roberto Duailibi, da DPZ Propaganda; Petrônio Corrêa, da ex-MPM Propaganda e outros. Ruddy faleceu em São Paulo quando se preparava para conhecer a 3ª Festa do Mar em sua cidade, no ano de 1992.

Relembrá-lo é obrigatório para os rio-grandinos saberem quem foi essa celebridade nacional. Entre nós, ele foi aluno do Lemos Jr., morador do Bolaxa na juventude, apreciador do vinho da Ilha dos Marinheiros e apaixonado por sua velha cidade do Rio Grande.

Que o Museu da Comunicação possa continuar emocionando pessoas, fazendo jus ao nome e à memória de Rodolfo Martensen. E, sobretudo, possa ampliar as atividades museológicas de estudo e pesquisa, para uso gratuito da comunidade e dos estudantes, do ensino fundamental aos cursos superiores.

*Jornalista, fundador do Museu da Comunicação Rodolfo Martensen e seu diretor de 2001 a 2005.

A ESPM

Criada em 1951, a ESPM nasceu de um sonho. Sonho impulsionado pelo momento vivido pelo País. Era época de crescimento econômico e populacional, de investimentos estrangeiros em alta, da euforia do pós-guerra e do surgimento da televisão, entre tantos outros marcos da história social e econômica brasileira.

Em meio a tamanha efervescência, era urgente habilitar profissionais para atuarem no campo da propaganda. Com esse sonho, o escritor e publicitário, Rodolfo Lima Martensen, elaborou o projeto de criação de uma escola, logo apoiado por dois nomes de peso no cenário das artes e do meio empresarial nacional: Pietro Maria Bardi, fundador do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e Assis Chateaubriand, magnata do ramo das comunicações.

“A verdade pura e histórica é que o idealismo, o desprendimento e a coesão dos publicitários transformaram uma simples escola num autêntico centro de cultura.”

Rodolfo Lima Martensen - Fundador da ESPM - in memoriam

Empresas que estimulam seus funcionários para a leitura

Durante turno de trabalho, operários de empresas de Diadema, fazem uma parada de uma hora e eles divedem esse tempo entre o refeitório e a biblioteca. Depois de comer, cada um escolhe para onde quer viajar. Assista a reportagem do programa Antena Paulista da TV Globo.




Fonte: G1