
Eles só ficaram sabendo da existência do livro esta semana, depois que uma universidade local herdou uma coleção particular. O exemplar estava nas mãos do tal colecionador, um senhor cujo nome não foi divulgado, há pelo menos 50 anos. Por onde ele andou nos 72 anteriores, porém, ninguém faz ideia.
E para quem já está se perguntando o valor da multa, ela até foi calculada: US$ 35 mil dólares australianos (quase R$ 60 mil), mas ninguém vai ter que colocar a mão no bolso. O livro foi devolvido justamente no “mês de anistia de multas”, promovido pela biblioteca para ajudar instituições de caridade: em vez de pagar a taxa pelo atraso, os leitores são incentivados a fazer doações.
O empréstimo aconteceu no dia 30 de janeiro de 1889, conforme atesta um selo colado até hoje na contracapa. “Eles viram o selo e nos mandaram de volta (o livro). Ficamos absolutamente maravilhados, eis esse fantástico livro antigo que pode voltar ao nosso acervo”, comemora a gerente de serviços comunitários da biblioteca, Linda Campbell.
A instituição, agora, parece não estar nem um pouco disposta a arriscar: o livro jamais será emprestado novamente. “Ele será preservado, estará aqui, as pessoas poderão vê-lo, mas ele não sairá por empréstimo”, explica Campbell.
Fonte: Virgula